Diante da grave crise hídrica no país, a Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) se reuniu para tomar decisões na última quinta-feira (9 de setembro). Também estudou os levantamentos do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. Entre as decisões, estão a homologação da operação da termelétrica GMA 1 em São João da Barra (RJ), e a contratação de reserva de energia por procedimento competitivo simplificado.

A reserva é contratada por termelétricas, que podem ser ligadas ou desligadas por demanda e são de mais simples criação pela iniciativa privada. O procedimento é uma forma sumária dessa contratação, determinada pelo Ministério de Minas e Energia, sem a necessidade de leilões – mas sem muitos detalhes até agora de exatamente como vai funcionar. É uma medida de emergência estabelecida por medida provisória em julho.

publicidade

Como afirma a nota do MME: “A contratação de reserva de capacidade por meio de procedimento competitivo simplificado, é possibilidade prevista na Medida Provisória nº 1.055, de 28 de junho de 2021, como medida para otimização do uso dos recursos hidroenergéticos e para o enfrentamento da atual situação de escassez hídrica”. 

O custo de termelétricas também é mais alto que hidroelétricas, e isso pode impactar o consumidor.

Termelétricas: prós e contras

Em entrevista ao programa “A voz do Brasil” , Christiano Vieira da Silva, o secretário de Energia Elétrica do MME, afirmou: “A perspectiva é que teremos ao final de novembro os reservatórios em níveis muito baixos e não podemos contar apenas com chuvas.”

Reservatórios se encontram atualmente numa baixa histórica devida a pior seca em décadas. A geração de termoeletricidade, em comparação com hidroelétricas, não depende do clima (mas pode depender de colheitas, como veremos).

A energia é produzida de forma semelhante às usinas nucleares: água aquecida é usada para mover turbinas de vapor, que movem geradores. A diferença é só como essa água é aquecida, se por queima de combustíveis em caldeiras ou fusão nuclear.

Pode significar, e geralmente significa, a emissão de gases-estufa na atmosfera, pela queima de combustíveis fósseis, como carvão, diesel ou gás natural. A exceção são usinas de biomassa, que usam o carbono de plantas, tirado da atmosfera em seu crescimento (mas ainda assim com emissões ligadas a transporte, fertilizantes, etc.). No Brasil, por conta da crise hídrica, as termelétricas respondem por um pouco mais de 20% da matriz elétrica, mas esse percentual aumenta na crise. A maioria delas é de gás natural, seguida pela biomassa, e carvão.

A CREG é uma união para a crise hídrica compostas pelos Ministérios de Minas e Energia; da Economia; da Infraestrutura; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; do Meio Ambiente; e do Desenvolvimento Regional. 

Leia mais:

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!