O vulcão Fuego, na Guatemala, vem apresentando fortes sinais de erupção, com a atividade da área trazendo pequenas explosões que cuspiram lava e cinzas nas proximidades de Cidade da Guatemala, capital do país centro-americano. Apesar da intensa atividade, o governo local ainda não promoveu a evacuação dos moradores por entender que, por enquanto, ainda não há risco alto.

As micro erupções já ocorridas produziram um rio de lava que escorreu até a base da montanha, a cerca de 35 quilômetros (km) da cidade. Segundo Emilio Barillas, do Instituto Insivumeh de Vulcanologia, os episódios “caracterizam a aproximação de uma erupção estromboliana”.

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Por definição, uma erupção estromboliana consiste de explosões de pequeno a médio porte, com amplos intervalos. O perigo imediato é pequeno, mas isso é compensado pela duração, já que episódios do tipo podem durar semanas e até mesmo meses. A recente erupção em La Palma, nas Ilhas Canárias, é um tipo de explosão estromboliana.

O vulcão Fuego é um dos três vulcões ativos da Guatemala. A atividade atual é a mais forte registrada desde 2018, quando o vulcão – localizado em uma montanha de 3,7 km de altura – quando uma erupção despejou lava, lama e cinzas e varreu do mapa a vila de San Miguel Los Lotes, matando mais de 200 pessoas.

Apesar do conhecimento do poder desse vulcão, moradores que residem ao pé da montanha relataram pouca seriedade: até o momento, eles falaram apenas em uma pequena “chuva de cinzas”, de acordo com Centro Nacional Conred de Coordenação contra Disastres.

David de Leon, coordenador do centro, disse que, por enquanto, não há previsão de tomada de ação, mas assegurou que o vulcão está sendo “cuidadosamente monitorado”.

Espanha relata danos sérios

Na Europa, a erupção do vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias, vem causando apreensão em vários países do mundo. Iniciada no último dia 19, a explosão estromboliana espanhola já cobriu mais de 100 hectares da Ilha de La Palma, destruindo aproximadamente 200 construções. Felizmente, nenhuma morte foi relatada.

Nas redes sociais do Brasil, houve uma apreensão de que, caso a erupção do Cumbre Vieja causasse um deslizamento de terra em direção ao mar, isso poderia causar um tsunami que atingiria principalmente a região Nordeste. Especialistas do país, porém, asseguraram que as chances disso acontecer são mínimas, se existentes.

No caso do Cumbre Vieja, estimativas iniciais indicam que a erupção pode durar cerca de 80 dias.

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