A Nintendo é bastante severa no tocante a versões não oficiais dos seus jogos e é comum que derrube até vídeos no YouTube. A empresa trava batalhas legais contra projetos de fãs e sites de emulação. Mas, antes disso tudo acontecer online, a companhia de videogames já realizava ações antipirataria presenciais, com o Mario como principal torcedor.

Se hoje em dia são mensagens e e-mails enviados para que projetos sejam abandonados, naquela época a intimidação era todo um espetáculo. Há algum tempo, o site holandês Gameschiedenis encontrou e publicou artigos antigos de jornal que mostravam a confiscação de 10 mil cartuchos falsificados de Game Boy, em uma empresa de transporte holandesa.

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O recorte de jornal mostra uma notícia publicada no dia 15 de setembro de 1994. A Nintendo organizou todo um evento para a imprensa, para chamar a atenção para suas ações contra a pirataria. Os jogos falsos para o console portátil foram confiscados pela alfândega e por um antigo serviço de controle econômico, que teriam chegado de Hong Kong, na China.

As fotos apareceram em diversos jornais no outro dia, com o Mario comemorando a destruição dos cartuchos piratas na frente do aeroporto da cidade holandesa de Lelystad, a menos de 60 quilômetros de Amsterdã. Em uma das publicações, o evento chegou à capa.

Além de observar a destruição dos itens falsificados, a pessoa com a roupa do mascote Mario chegava a se apoiar no rolo compressor. Teve até imagem do personagem pisando nos cartuchos piratas, bastante caricato.

O autor da publicação original no site holandês contou em um fórum que encontrou as imagens depois que uma coleção de arquivos de jornais se tornou publicamente disponível. À medida em que pesquisava nos noticiários antigos sobre o evento, mais imagens descobriu. Houve ainda uma página na publicação holandesa da revista Club Nintendo.

Confira algumas das imagens do Mario observando os jogos piratas destruídos:

Imagem: Club Nintendo Extra, Volume 2, Edição 7 de 8, 1994
Imagem: Trouw, 16 de setembro de 1994
Imagem: Leidsch Dagblad, 16 de setembro de 1994

Via: CBR / Gameschiedenis

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