O cientista da computação e desenvolvedor do primeiro sistema funcional de realidade aumentada, Louis Rosenberg, tem uma opinião bastante polêmica sobre os efeitos que o metaverso pode ter. Para ele, é capaz que esse universo distorça a nossa percepção da realidade.

Em um artigo publicado no site Big Think neste final de semana, Rosenberg alertou que o Metaverso, um mundo mescla realidade virtual e realidade aumentada em um ambiente imersivo, pode criar uma espécie de distopia cyberpunk na vida real.

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Mark Zuckerberg interagindo com avatar
Mark Zuckerberg é um dos mais empolgados com o metaverso. Crédito: Meta/Divulgação

“Estou preocupado com os usos legítimos de RA pelos poderosos provedores de plataforma que controlarão a infraestrutura”, escreveu o cientista em seu ensaio. O metaverso é encarado por muitas empresas como o futuro, mas, certamente, a pessoa mais animada com isso é Mark Zuckerberg.

O perigo das tags

Para Rosenberg, um grande risco é que terceiros introduzam camadas de filtro pagas. Para ele, isso pode fazer com que alguns usuários vejam tags específicas ao invés de pessoas da vida real. Essas tags podem fornecer informações detalhadas sobre as pessoas.

O receio de Louis Rosenberg é que essas tags sejam usadas para marcar alguns indivíduos com características como “alcoólatra”, “imigrante”, “ateu”, “racista”, “comunista”, “direitista”, entre outras coisas.

“As camadas virtuais poderiam ser facilmente projetadas para amplificar a divisão política, condenar certos grupos e até mesmo gerar ódio e desconfiança”, escreveu o cientista.

Distorção da realidade

Porém, a maior preocupação do cientista é que o metaverso faça a realidade como nós conhecemos atualmente “desaparecer”. Isso pode acontecer pelo fato de as pessoas não poderem mais simplesmente se afastar de seus objetivos para ter interações no mundo real.

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Segundo ele, é possível que o metaverso cresça a ponto de impactar essencialmente todas as facetas da vida humana, tornando impossível distinguir o que é real e o que é virtual para algumas pessoas. 

Isso quer dizer que estaríamos constantemente expostos a uma realidade falsa construída por terceiros, já que a realidade aumentada poderia se sobrepor a tudo.

Via: Futurism

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