A Nasa lançou na madrugada desta quarta-feira (24) a DART (Double Asteroid Redirect Test), missão que testará uma nova abordagem para defender nosso planeta contra asteroides perigosos. A espaçonave decolou às 3h21 (horário de Brasília) a partir da base Vandenberg da Força Espacial dos EUA, na Califórnia, em um foguete Falcon 9 da SpaceX.

Nove minutos após o lançamento o primeiro estágio do foguete B1063, que já havia sido usado em duas outras missões, realizou um pouso perfeito a bordo da balsa autônoma Of Course I Still Love You (OCISLY), no litoral da California.

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Começa agora uma jornada de 11 milhões de km rumo ao alvo da missão, um sistema binário composto por dois asteroides: Didymos, com 780 metros de diâmetro, e sua “lua” Dimorphos, com 160 metros. No início de outubro de 2022 a espaçonave deve se chocar contra Dimorphos a uma velocidade de quase 25 mil km/h. O objetivo é testar a eficácia de um “impacto cinético” na alteração da órbita do asteroide.

Como a DART é um “cubo” com cerca de 1,3 m de lado e pesará apenas 550 kg no momento do impacto, para o asteroide a colisão será mais como um “peteleco” do que como um chute de Roberto Carlos. Ainda assim, mesmo o menor empurrão é suficiente para, ao longo do tempo, influenciar significativamente sua trajetória.

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Os resultados serão medidos por astrônomos na Terra e por um pequeno satélite italiano chamado LICIACube, que carrega duas câmeras chamadas LUKE (LICIACube Unit Key Explorer) e LEIA (LICIACube Explorer Imaging for Asteroid). Ele será separado de DART antes do impacto e fará imagens antes, durante e depois do evento.

Vale lembrar que Didymos e Dimorphos não representam risco algum para nós. Por isso, são candidatos perfeitos para o teste: se algo der errado, nada muda. Mas se acertarmos, teremos informações valiosas que poderão nos salvar caso, no futuro, realmente haja um asteroide em rota de colisão com nosso planeta.

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