Ciência e Espaço

Último módulo russo chega à ISS

Por Rafael Arbulu, editado por Rafael Rigues
26/11/21 16h46, atualizada em 26/11/21 17h39

Dois dias depois de seu lançamento, o último módulo russo enfim chegou à Estação Espacial Internacional (ISS), segundo comunicado divulgado pela NASA.

O módulo – nomeado “Prichal” – chegou à estação nesta sexta-feira, pouco depois do meio dia (precisamente, às 12h19, horário de Brasília), impulsionado por uma nave Progress modificada. Ele se acoplou ao módulo Nauka – este, lançado e acoplado à ISS em julho deste ano.

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O módulo Prichal (“cais”), lançado pela Rússia em 24/11, finalmente chegou à ISS, em meio à possibilidade do país deixar a estação até 2025 (Imagem: NASA, via Roscosmos/Divulgação)

De acordo com o comunicado da NASA, a nave Progress 78, que estava acoplada ao Nauka e virada para a Terra, foi solta da estrutura no intuito de abrir espaço para o novo módulo russo se integrar à ISS. A soltura aconteceu às 8h23, e ela queimou por completo no processo de reentrada na atmosfera da Terra.

O Prichal – que em russo, significa “cais” ou “doca” – faz jus ao seu nome, portando cinco compartimentos para atracar várias naves russas. Além disso, ele também tem um sistema de transferência de combustível para o Nauka.

A nave Progress que levou o Prichal para sua posição no espaço seguirá acoplada à ISS até dezembro deste ano.

Por que “último” módulo russo da ISS?

 Em agosto deste ano, a Rússia, por meio de comunicado assinado pela diretoria da Roscosmos, sua agência espacial, havia “confirmado” a intenção de deixar a ISS até o ano de 2025. Usamos as aspas enfaticamente pois, pouco tempo depois, a “confirmação” virou “estamos analisando”.

Dizem os rumores que a Rússia tem intenção de construir a sua própria estação espacial – algo que já fizeram no passado com a antiga Mir, descontinuada em 2001.

A ISS foi montada em órbita após uma série de missões conjuntas entre EUA e Rússia, a partir de 1998. O esforço conjunto entre os dois países serviu como uma exibição de liderança conjunta no projeto, antes da entrada da agência espacial europeia (ESA) com seus astronautas de uma multitude de países.

Ainda que a participação russa na ISS aparente estar diluída, seu programa espacial segue firme, ainda que em outros campos: testes militares que vêm destruindo satélites à parte, o maior país do mundo em extensão territorial recentemente rodou partes de um longa-metragem dentro da estação – o primeiro a contar com filmagens feitas de verdade no espaço.

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