Por Luciano Mathias*

Imagine você acordando de manhã, pegando seu café, sentando no seu cantinho do home office, colocando um óculos já com fones de ouvido e sendo “teletransportado’ ao seu escritório, onde você analisa telas que “flutuam” no ar, encontra seus colegas de trabalho, inclusive os de outros países, e faz com que seu dia seja mais produtivo e interessante? O nome disso é Metaverso.

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São essas e outras possibilidades que essa tecnologia vai nos proporcionar. O assunto veio à tona com mais força depois que o gigante Facebook decidiu fazer seu rebranding, mudando o nome de seu grupo para Meta – e o hype para o tema foi quase que instantâneo. Mas, afinal, como o Metaverso pode nos atingir? Telas flutuando, avatares semi-reais, cidades perfeitas e excêntricas, teletransporte e estado de presença podem ser alguns exemplos. Mas tudo isso ainda são promessas, mesmo que caminhemos a uma velocidade mais rápida do que possamos acompanhar.

Para o agora, particularmente, vejo o Metaverso como um fenômeno social. Desde a pandemia de 2020, essa tecnologia vem para agregar uma opção às empresas que querem manter seus colaboradores à distância, num movimento que se tornou quase inevitável por conta da pandemia. Segundo uma pesquisa feita pela Salesforce, 52% dos profissionais estariam propensos a trocar de emprego para manter o home office.

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Para o futuro, um exemplo de como seremos impactados por tal tecnologia é fácil de entender: ao chegar em casa, uma pessoa é alertada sobre um produto que visualizou na internet. Pode ser uma bota de uma marca que ela já tenha demonstrado interesse alguma vez enquanto navegava na rede. Ela, então, pede à Alexa, sua assistente virtual, para fazer pesquisas sobre o produto. Em seguida, um óculos de realidade virtual poderá ser usado para procurar na loja do Metaverso os produtos disponíveis da marca dentro dos ítens com os quais a pessoa já se identifica. Será possível não só provar a bota no avatar da pessoa, como também olhar para os próprios pés e ver o resultado final no corpo.

Para seguir com a compra, o consumidor poderá pagar através de um crypto token ou NFT, e a a bota estará disponível tanto no meio digital como no mundo real. O Metaverso é um mundo completamente novo e disruptivo, e para 2022 veremos muito disso acontecendo em diversas áreas. Deixo aqui algumas das tendências projetadas para o próximo ano:

  • Para quem é fã de games, que já são “metaversos” mas ainda não tão interativos, prepare-se! Apenas na última semana, os jogos se destacaram com valorização acima de 200%. São eles: MANA (Decentraland), SAND (The Sandbox) e GALA (Gala Games), todos tokens de jogos “Play Top Earn (jogar para ganhar), com espaço cada vez maior no metaverso.
  • Meta já lançou, em parceria com a Ray Ban, um óculos em que é possível ouvir música, tirar fotos, receber chamadas e ativar luz quando estiver gravando um vídeo – e o formato e tamanho são de um óculos normal. No futuro, não precisaremos de óculos de realidade virtual grandes como os de hoje.
  • Avatar digital: hoje já existe uma ferramenta da Unreal Engine onde você pode criar seu próprio avatar. Há a possibilidade de criação do zero, mais voltada a desenvolvedores, e uma opção de adaptar alguns avatares já existentes para que cheguem mais próximo do seu biotipo. Quem ficou curioso e quer tentar?

A revolução está começando através dos games baseados no blockchain, mas pode, e muito provavelmente vá, transformar a forma de trabalho remoto e até o relacionamento entre as pessoas. Agora é ficar ligado nas novidades e ver o que irá se concretizar – e em quanto tempo.

*Luciano Mathias é sócio e CCO da TRIO – Hub Global de Criação e Produção de Conteúdo Audiovisual

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