Em virtude do ‘apagão’ do WhatsApp, fato que ocorreu no início de outubro, o Procon-SP optou por multar o Facebook (agora conhecido como Meta) em mais de R$ 11 milhões (mais precisamente R$ 11.286.557,54) sob acusação de má prestação de serviço.

Segundo o órgão de defesa do consumidor, muitas pessoas que dependem do aplicativo sofreram prejuízos, já que o mensageiro ficou fora do ar por cerca de sete horas no Brasil.

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Para Fernando Capez, diretor do Procon-SP, a falha prejudicou “milhões de consumidores no Brasil e no mundo”: “Embora o serviço não seja cobrado, a empresa lucra com os usuários, logo, há relação de consumo”, afirmou.

Procon-SP decide multar Meta em R$ 11 milhões por ‘apagão’ no WhatsApp
Queda do WhatsApp afetou milhões de usuários. Imagem: Rahul Ramachandram/Shutterstock

Vale lembrar que o órgão chegou a declarar na época que apenas um “evento muito forte” poderia livrar o WhatsApp, e consequentemente o Facebook, de responder pelos prejuízos.

Segundo a Meta, que também perdeu milhões em publicidade com a interrupção, o problema foi interno, causado por um erro durante uma alteração de configuração, o que acabou tirando o Facebook, Instagram e WhatsApp do ar.

A interrupção também afetou ferramentas e sistemas utilizados internamente, o que, segundo a companhia, complicou as tentativas de “diagnosticar e resolver o problema” com mais rapidez. A companhia de Mark Zuckerbeg ainda pode recorrer da decisão.

Com informações do Valor Econômico

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Telegram recebeu milhões de usuários no dia da pane

No dia do apagão, uma segunda-feira (4 de outubro), milhões de usuários migraram temporariamente para aplicativos alternativos, algo que costuma ocorrer sempre que algo não vai bem nos serviços do Facebook (Meta). Um dos mensageiros que capitalizou com o apagão foi o Telegram.

Segundo Pavel Durov, CEO e fundador do serviço, o app recebeu mais de 70 milhões de novos usuários durante o período em que o WhatsApp ficou inacessível. O número foi um recorde absoluto de registro de contas em um único dia na plataforma.

Imagem principal: rafapress/Shutterstock

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