A SpaceX enfim pôde receber a primeira delegação da NASA para o Programa Artemis, o projeto da agência espacial americana que levará o homem de volta à Lua a partir de 2025. O grupo de técnicos da agência fez a primeira visita – um tour por um protótipo da Starship que ainda está sendo montado – no começo desta semana.

A ocasião mostra que, depois de duas tentativas fracassadas de processo judicial feitas pela concorrente Blue Origin, de Jeff Bezos, finalmente as primeiras demandas do projeto podem começar a ser trabalhadas pela empresa de Elon Musk, que venceu uma licitação bilionária para trabalhar com a NASA na missão em abril de 2021.

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A licitação prevê a construção do Human Landing System (HLS), uma plataforma para transporte da tripulação até o solo lunar. A visita realizada se concentrou na Starbase, a estrutura que contempla as bases de lançamento da nave orbital Starship, bem como a fábrica do veículo de transporte. A ideia era aferir o progresso da empresa contratada no desenvolvimento da estrutura.

Isso porque, em janeiro deste ano, a área designada da Starbase sequer tinha asfalto, contando apenas com um pedaço da torre de suporte de lançamento – essa, aliás, construída antes, para outras finalidades. O ano ainda não acabou e a mesma área conta com três braços robóticos semi autônomos, uma torre do tamanho de um arranha-céu e está perto de completar a construção do maior sistema de armazenamento de combustível criogênico para foguetes já construído na história.

Evidentemente, isso tudo não foi “apenas” para a NASA e o Artemis: a mesma estrutura vê os avanços do desenvolvimento dos vários protótipos da Starship (a SpaceX está no vigésimo-primeiro, se você vem mantendo as contas…) e o seu foguete Super Heavy. A imagem abaixo dá uma boa ideia do progresso ao longo de todos esses meses:

Evidentemente, como diz a expressão, “ainda tem muito chão” antes da SpaceX poder chamar a estrutura de “completa”: dois braços robóticos que servirão para “agarrar” a Starship e o Super Heavy de volta de suas viagens ainda estão em fase de montagem, e a área de armazenamento de combustível, hoje, conta com centenas de caminhões, mas o objetivo é montar um tanque massivo de metano líquido (LCH4). Depois disso, virão os testes de resistência, temperatura… ou seja, a SpaceX ainda tem as mãos bem ocupadas por enquanto.

Entretanto, há que se notar a velocidade desses desenvolvimentos: depois dos testes criogênicos – dos quais a SpaceX já até executou um, há alguns meses -, testes de disparo estático (aqueles onde a ignição é acionada com o foguete preso, sem decolagem) poderão ser executados quase que imediatamente. A prontidão para voo será bastante encurtada e permitirá à empresa atender a demandas de forma mais veloz.

A partir daí, a empresa deve começar a desenhar o primeiro protótipo do HLS, com a estrutura da Starbase já pronta. Se esse ritmo se manter, é provável que ela tenha novidades a mostrar mais cedo do que esperamos.

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