Israel registrou o primeiro caso de uma pessoa infectada por duas doenças: gripe e Covid-19, que está sendo apelidada de ‘flurona’ – a combinação em inglês das palavras ‘flu’ (gripe) e ‘corona’.

“Ela foi diagnosticada com gripe e coronavírus assim que chegou”, disse Arnon Vizhnitser, diretor do departamento de ginecologia do Rabin Medical Center, na cidade de Petah Tikva.

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As doenças foram identificada em uma jovem grávida que estava no hospital, mas apresentava apenas sintomas leves. A mulher não tinha sido vacinada contra Covid-19 ou contra a influenza, segundo informações do hospital. A paciente deve receber alta na quinta-feira (6), de acordo com informações do jornal local Hamodia.

Apesar de ser o primeiro registro, os médicos acreditam que possa ter mais casos no país. Além disso, por ainda ser considerara rara, a combinação ‘flurona’ está sendo analisada para que seja possível determinar a gravidade dela.

“Ambos os testes deram positivo, mesmo depois de verificarmos novamente. A doença é a mesma. Elas são virais e causam dificuldade para respirar, pois ambos atacam o trato respiratório superior”, explicou o professor Arnon Vizhnitser ao jornal Hamodia.

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Ômicron em Israel

Nas duas últimas semanas, o número de casos de coronavírus aumentou em Israel, saindo de cerca de 700 para mais de 4 mil relatados neste domingo (2). Diante do cenário, o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, afirmou: “A tempestade está chegando até nós nestes dias”.

A principal preocupação do país tem sido com o aumento de infecções provocadas pela variante Ômicron. Até o fim de dezembro, Israel teve algum sucesso em controlar essas infecções. Porém, por ser altamente transmissível, ela tem provocado um aumento de casos diários e esperam-se níveis recordes nas próximas três semanas.

Com isso, o país pode alcançar a imunidade coletiva, disse o diretor-geral do ministério da Saúde, Nachman Ash, à rádio 103FM neste domingo (2).  

“Os números terão que ser muito altos para se chegar à imunidade de rebanho. Isso é possível, mas não queremos por meio de infecções, queremos que aconteça a partir da vacinação de muitas pessoas”, disse a principal autoridade

Atualmente, de acordo com o ministério da Saúde, quase 60% dos israelenses estão totalmente vacinados com a segunda ou terceira doses. Porém, centenas de milhares de pessoas elegíveis para uma terceira injeção ainda não o fizeram.

Via O Globo, Folha de S. Paulo, Associated Press e Reuters

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