Para quem mantém as suas economias na poupança, 2021 foi um ano que ficou marcado pelo baixo rendimento da aplicação e o salto entre os brasileiros endividados por conta da crise econômica e política. Combinados, esses fatores contribuíram para a terceira maior retirada líquida da história da caderneta, segundo o Banco Central (BC).

Foram sacados R$ 35,5 bilhões a mais do que o volume de depósitos. O número só não bateu os dados observados em 2015 (R$ 53,57 bilhões) e 2016 (R$ 40,7 bilhões), período também marcado pela economia fraca e pela retirada do dinheiro dos brasileiros desse tipo de aplicação.

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Poupança registrou a terceira maior retirada líquida da história em 2021
Brasileiros sacaram mais do que depositaram na caderneta de poupança ao longo de 2021. Imagem: Rafastockbr/Shutterstock

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Considerando apenas dezembro, o saldo foi positivo, já que os brasileiros depositaram R$ 7,66 bilhões a mais do que sacaram. Contudo, tradicionalmente o mês já representa o período em muitos depositam mais na caderneta por conta do pagamento da segunda parcela do décimo terceiro.

Já no primeiro trimestre, de janeiro a março, a aplicação ficou no vermelho, os brasileiros retiraram R$ 27,54 bilhões a mais do que depositaram, dessa vez influenciados pela pausa no auxílio emergencial. 

Com o reinício do pagamento do benefício, segundo o BC, a situação melhorou. Entre julho e abril, os depósitos também superaram os saques. De agosto em diante, a caderneta voltou a registrar mais retiradas que depósitos.

Por fim, como comparativo, vale lembrar que a poupança chegou a registrar recorde de captação líquida em 2020 (diferença entre depósito e saques), foram R$ 166,31 bilhões. Vale ressaltar, entretanto, que o número também foi impulsionado pelo auxílio emergencial, cujas parcelas foram depositadas em poupanças digitais.

Via: Agência Brasil

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