Com técnicas cada vez mais requintadas, os hackers encontraram no mercado de criptomoedas um vasto campo para seus golpes. A ação dos cibercriminosos têm aumentado nos últimos meses, principalmente em razão do crescimento das transações em moedas digitais, sem falar nos investimentos em fundos financeiros, pirâmides e NFTs. Para não ser roubado mesmo estando no conforto do lar, é preciso conhecer as táticas ilícitas para se defender, sempre buscando meios preventivos para melhorar o nível de segurança das suas aplicações. 

Como os cibercriminosos agem na internet? 

A maioria dos cibercriminosos são hackers que podem agir individualmente ou em grupos, reunindo pessoas de especializações diversas. Quando se reúnem em grupos, eles conseguem maior eficiência e se concentram em um ataque pré-determinado, como uma empresa específica ou determinada personalidade. 

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Aproveitando o know-how de suas conexões, também diversificam os alvos. Para você ter uma ideia dessa dimensão, um levantamento da empresa global de tecnologia, Thales, revela que a receita anual dos cibercriminosos esteja em um patamar US$ 1,5 trilhão, superando em 2,8 vezes o comércio de drogas ilícitas. Somente em 2021, eles roubaram US$ 14 bilhões.  

Que recursos técnicos eles usam para atrair vítimas? 

Em suas empreitadas, os cibercriminosos agem de várias formas. Eles criam sites falsos, conhecidos como impostores, divulgando startups que parecem ser reais e válidas, mas na realidade são falsas.  

É possível desconfiar quando o ícone de cadeado não aparece em sua tela e também a inexistência do texto ‘https’ no endereço do site. Os hackers criam sites idênticos aos originais. No momento em que você faz um investimento em determinada criptomoeda, o valor acaba indo para uma plataforma de pagamento  com contas abertas em nome de laranjas e que terão como fim o bolso dos criminosos. 

Eles também criam aplicativos falsos para download no Google Play e na App Store. Fique atento a erros de ortografia, logotipo da empresa, marca sem identidade etc. 

Outro meio de ação é criando contas falsas de celebridades nas redes sociais, principalmente no Twitter e Facebook. Aí eles chegam com ofertas muito vantajosas, atraindo investimentos em criptomoedas com promessas de ganhos estratosféricos. E-mails fraudulentos também entram nesse balaio.  

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Quais são os crimes mais comuns com criptomoedas?  

Atualmente, os cibercriminosos estão agindo intensamente nos fundos financeiros e nos golpes referentes a criptomoedas. Somente em 2021, a receita dos golpes aumentou 82% em relação a 2020, a maior parte vindo de tap pulls (puxar o tapete, em tradução livre). 

Os desenvolvedores criam projetos similares ao de criptomoedas legítimas, ou seja, configuram carteiras e recebem investimentos, mas desaparecem quando a bolsa interrompe a capacidade dos usuários de sacar os fundos. 

Foi o que aconteceu em 2021 com a bolsa fraudulenta conhecida como Thodex, que vitimou muita gente ao redor do mundo. Para variar, o CEO sumiu. Mas há muitos golpes sendo praticados na web que merecem a sua atenção. 

Promessa de ganhos rápidos 

Fique sempre atento a ofertas de altos ganhos em pouco tempo. É preciso observar a média dos rendimentos para não se iludir com sites falsos. Desconfie sempre. 

Oferta pelas redes sociais 

Muitos golpistas agem nas redes oferecendo criptomoedas com rentabilidade atraente. O mesmo acontece nos e-mails ou sites. 

Pirâmides financeiras 

Trata-se de um golpe bem comum com criptomoedas. As vítimas são atraídas por projetos de pirâmides, tendo que convocar outras pessoas a participar, mas no fim, os projetos são falsos. 

Geralmente, os usuários pagam um determinado valor para conseguirem uma velocidade maior em suas minerações e caem na promessa de que receberão o valor investido de volta com a inserção de um novo participante da pirâmide. Mero engano, pois as criptomoedas não são mineradas. 

Criptoativos inovadores  

Os cibercriminosos ofertam moedas digitais que ainda nem foram lançadas no mercado, ou seja, as vítimas compram criptoativos que nem existem e nunca existirão. 

Corretoras falsas 

Conhecidas como exchanges, as corretoras de criptoativos facilitam a compra, venda e troca de criptomoedas. Aproveitando desse mercado, os hackers criam corretoras falsas, recebendo as aplicações direto em suas contas. 

hackers brindando com duas latas de cerveja na frente de computadores
Muitas vezes, os hackers agem em grupos e escolhem métodos que utilizarão para aumentar o número de vítimas; dica é sempre desconfiar de rendimentos que prometem ganhos rápidos e com valores acima da média do mercado Imagem: LightField Studios/Shutterstock

Como se proteger de ataques dos cibercriminosos?

A primeira dica é primordial: desconfie sempre de promessas fora da realidade. Ganhos acima da média do mercado não são comuns. Busque uma corretora que tenha credibilidade no mercado e confie seus investimentos nela. 

Se você não for um expert em criptomoedas, vale a pena contar com o auxílio dos profissionais especializados. Faça uma pesquisa e escolha a exchange que tenha os melhores planos de acordo com o seu perfil de investidor. 

Escolha projetos DeFi que tenham auditoria de código. Observe o layout do site e a URL. Proteja seus dados pessoais, utilize antivírus e busque informações antes de adquirir criptomoedas novas no mercado. Tenha o máximo de cuidado com seus downloads e mantenha-se sempre bem informado sobre o mercado de criptomoedas. 

Caso seja vítima de algum golpe, registre o Boletim de Ocorrência, pois as Polícias Civil e Federal já contam com Departamentos específicos para combaterem os crimes cibernéticos. 

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