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Cinco dias após ser desconectada, a internet do Cazaquistão foi restabelecida, auxiliando na recuperação parcial do hashrate do Bitcoin, nesta segunda-feira (10). O país da Ásia Central é o segundo maior minerador da criptomoeda do mundo e passa por uma crise política, agravada pelo aumento no preço da energia, motivado parcialmente pela exploração dos ativos digitais no local.
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O hashrate é o poder computacional da mineração de criptomoedas. Entre os dias 5 e 6 de janeiro, o hashrate dos principais agrupamentos de mineração, conhecidos como pools, caiu 11%, após o governo do Cazaquistão decidir desativar a internet do país. Nesta segunda, a perda era de apenas 2,2%.
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De acordo com o chefe da Associação Nacional da Indústria de Blockchain e Data Center do Cazaquistão, Alan Dordzhiev, em entrevista ao CoinDesk, a situação foi “quase resolvida”, com os data centers de mineração de criptomoedas de volta. Na maior parte do país, a internet foi restaurada, sofrendo interrupções ainda em Almaty, maior cidade cazaque, local onde ocorreram protestos.
O país enfrenta uma grave crise após a população começar a protestar por causa do aumento no preço de combustíveis, levando o governo a desativar a internet do país no dia 5 de janeiro. O Cazaquistão é o segundo maior minerador de Bitcoin, atrás apenas dos Estados Unidos, com 18% do poder computacional da rede. Houve uma forte migração dos mineradores após a China banir a atividade.

Os mineradores foram para lá porque o país da Ásia Central oferece preços baixos em energia, seja carvão ou gás, tornando-o uma opção atrativa. Mas, isso acabou elevando o preço da energia em um local que sofre com uma grande desigualdade social.
Nos protestos da última semana, 164 pessoas morreram e quase 8 mil foram detidas. Ainda não dá para saber porquanto tempo o governo cazaque vai manter a internet operando, mas os provedores acabam tendo momentos breves e imprevisíveis, podendo afetar novamente o hashrate do Bitcoin, o que pode também afastar mineradores.
“Sem internet, mineradores não acessam a rede, gerando mais insatisfação. É preciso pensar que esses mineradores são como ‘investidores’ estrangeiros. Existe um problema de relação entre governo, decisões soberanas e como afeta os investidores. Alguns acreditam que o Cazaquistão não vai mais ser um destino atrativo”, explicou, em entrevista exclusiva ao Olhar Digital, a professora Carolina Moehlecke, da escola de Relações Internacionais da FGV, na última quinta-feira (6).
Via: InfoMoney
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