A organização não governamental (ONG) APOPO, da Bélgica, anunciou a morte de Magawa, o rato gigante que foi treinado por ela para detectar minas terrestres. O rato tornou-se famoso pelo seu papel no Camboja, para onde foi mandado em 2016. Felizmente, não foi uma mina que tirou sua vida, mas sim causas naturais da velhice do animal.

De acordo com o site oficial da ONG, o Camboja passou por cerca de 30 anos de uma guerra civil que acabou em meados de 1998. Entretanto, o fim da guerra não trouxe o cuidado de descartar corretamente todos os seus armamentos e, como resultado, o país enfrenta – até hoje – casos de pessoas que pisaram em minas plantadas na época e que ainda estão ativas.

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“Todos nós da APOPO estamos com o coração pesado pela perda de Magawa, e estamos gratos pelo incrível trabalho que ele desempenhou”, diz o comunicado do anúncio. O rato nasceu em novembro de 2013, na Tanzânia. Embora a APOPO seja de origem belga, a ONG mantém um centro de operações e criação de animais no país – lá, ela treina ratos e cães para identificarem e apontarem a presença de minas terrestres.

De acordo com a ONG, o rato de tamanho avantajado identificou mais de 100 minas durante o seu trabalho, contribuindo para a remoção segura dos artefatos militares sem que eles pudessem ferir qualquer pessoa.

Três dias antes da morte de Magawa, especialistas em remoção de minas foram mortos pela explosão acidental de um dos explosivos na província de Preah Vihear. Um outro especialista ficou ferido, e os quatro receberam condolências por parte da ONG.

A morte de Magawa não é o que se pode considerar uma surpresa, considerando a expectativa de vida de ratos de seu tipo – que fica entre 7 e 10 anos. Após ser aposentado em 2019, ele continuou vivendo em um centro de criação no Camboja, onde contava com duas jaulas – uma para dormir, outra para se exercitar – e recebia a mesma dieta que sempre teve: frutas e sementes.

Pelo seu serviço, ele chegou a receber uma medalha de condecoração do Reino Unido.

De acordo com a APOPO, ratos gigantes têm esse nome por serem maiores que a média de sua espécie, mas ainda assim, pequenos e leves para serem treinados no serviço de descarte de minas por serem pequenos e leves, podendo pisar nos explosivos sem acioná-los.

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