Uma jornalista de 26 anos, moradora de Belo Horizonte, foi diagnosticada com a variante deltacron do vírus da Covid-19. Esta cepa do vírus foi descoberta no Chipre, uma ilha no mar Meditarrâneo que está localizada nas proximidades de Síria, Líbano, Turquia e Grécia.

A variante deltacron recebeu esse nome por apresentar características que são comuns às variantes delta e ômicron do vírus da Covid-19. A jovem é uma das 25 pessoas no mundo a ser diagnosticada com a nova cepa, ela testou positivo após retornar de um período de férias na Europa.

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Em entrevista à RecordTV, a jornalista contou que recebeu a notícia de que estava com a cepa que mescla as outras duas já no teste realizado antes da viagem de volta ao Brasil. No modelo de teste utilizado na Europa, a cepa do vírus é uma das informações apresentadas no resultado.

Sintomas diferentes da ômicron

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Variante deltacron causou sintomas mais intensos em comparação com a ômicron. Imagem: Shutterstock

Segundo ela, a deltacron causou alguns sintomas mais fortes que a ômicron. Mesmo sendo jovem e tendo tomado as duas doses da vacina contra a Covid-19, a jornalista teve tosse, febre, dor de garganta e perda de olfato e paladar. Esses dois últimos não são muito comuns em infecções pela ômicron.

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Após testar positivo na Europa, a jornalista teve que reagendar a passagem de volta ao Brasil. Até o momento, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) ainda não foi notificada a presença da deltacron no estado.

Pouco se sabe sobre a deltacron

Como a cepa ainda é relativamente nova, ainda não se sabe qual é seu potencial de transmissibilidade ou a gravidade das infecções causadas pela variante em pessoas não vacinadas, por exemplo. Hoje, assim como em todo o Brasil, a cepa dominante em Minas Gerais é a ômicron.

A variante tem se espalhado cada vez mais rápido e já corresponde a maior parte dos casos na maioria dos estados brasileiros. Em São Paulo, por exemplo, estima-se que a ômicron seja responsável por cerca de 80% das infecções.

Via: R7.com

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