Crianças e bebês possuem proporcionalmente mais chances de precisarem de internação hospitalar após infecção pela variante Ômicron da Covid-19 em comparação com os adultos e adolescentes. A conclusão é de uma pesquisa britânica divulgada nesta sexta-feira (14).

Apesar disso, os casos são considerados leves, sem a necessidade de internação em unidades de terapia intensiva (UTI). Das crianças hospitalizadas com a Ômicron, 42% tinham menos de um ano de idade. A proporção é alta em comparação com cepas anteriores, em que os números ficaram em torno de 30%.

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“Essas crianças não estão particularmente adoecidas. Na verdade, estão ficando por períodos curtos de tempo”, disse Calum Semple, professor da Universidade de Liverpool e autor do estudo, para a Reuters. 

O especialista ainda explica que a necessidade de oxigênio nas internações está diminuindo, o que indica casos mais leves da doença, possivelmente motivados pela vacinação. Outro motivo apontado para isso é a variante Ômicron que, apesar de extremamente contagiosa, aparenta causar sintomas mais leves da doença.

Criança recém-nascida deitada na cama
Criança recém-nascida Créditos: Shutterstock

Crianças e a Ômicron

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As primeiras doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos chegaram ao Brasil nesta quinta-feira (13) e os estados já preparam o cronograma de imunização do grupo. Na cidade de São Paulo, a expectativa é que os pequenos possam receber a vacina já na próxima segunda-feira (17).Apesar da bula do imunizante informar que o intervalo entre doses deve ser de 21 dias, a primeira e a segunda dose serão aplicadas nas crianças com um intervalo de oito semanas. Estima-se que, no total Brasil receba mais de 20 milhões de doses pediátricas da vacina da Pfizer, que é a única aprovada para o público infantil aqui no Brasil.

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