É bom os proprietários de veículos prepararem os bolsos. Ainda mais. Como se já não bastasse a gasolina custando entre R$ 6 e R$ 7 em diversas cidades brasileiras, o valor pode subir por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia. Junto ao diesel, os combustíveis dependem do preço do barril de petróleo, que pode ultrapassar a cotação de US$ 147,50, recorde no ano de 2008.

Aquele valor recorde há 14 anos aconteceu pouco antes da falência do banco Lehman Brothers. Agora, a escalada do preço levou o barril de petróleo a custar mais de US$ 105. No Brasil, a Petrobras não modifica os preços há 47 dias, com o último reajuste no dia 12 de janeiro.

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Imagem ilustrativa para matéria sobre preço da gasolina
Os consumidores brasileiros enfrentam uma escalada no preço dos combustíveis mesmo antes do conflito. Imagem: Desizned/Shutterstock

Outro problema enfrentado pelo Brasil que vai chegar ao bolso dos consumidores é a valorização do dólar frente ao real. Até antes do início do conflito entre Rússia e Ucrânia, a moeda norte-americana estava perdendo a força, fazendo com que a Petrobras acreditasse que dava para equilibrar o preço dos combustíveis. Agora, o cenário já é outro.

De todo modo, mesmo antes da invasão russa ao território ucraniano, o Congresso Nacional discute a alta no preço dos combustíveis no país. Na terça-feira (8) da próxima semana, espera-se que o Senado comece a votar o PLP 11/2020, que determina alíquota unificada e em valor fixo para o ICMS sobre combustíveis em todo o país, e o PL 1472/2021, que cria uma conta para financiar a estabilização dos preços. O senador Jean-Paul Prates (PT-RN) é o relator dos dois projetos.

Via: Uol / Agência Senado

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