Ex-moderadores do TikTok estão processando a empresa sob a alegação de que não recebiam apoio psicológico durante o trabalho. Os ex-funcionários descreveram as atividades de remoção de vídeos censuráveis como “profundamente perturbadoras”.

Os demandantes Ashley Velez e Reece Young fizeram trabalhos de moderação para o TikTok sob contrato por meio de empresas terceirizadas – a empresa de tecnologia canadense Telus International e uma empresa sediada em Nova York chamada Atrium, respectivamente.

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As duas denunciantes querem o status de ação coletiva para o processo, o que permitiria que outros moderadores do TikTok pudessem alegar que foram impactadas negativamente pelas praticas da empresa. Com isso, seria possível buscar que os processos fossem julgados em tribunais superiores.

Violação de leis trabalhistas

Velez e Young alegam que não receberam suporte adequado em relação à saúde mental, apesar de lidarem com uma atividade que pode ser potencialmente perigosa. Além disso, de acordo com o processo moderadores são pressionados para revisar grandes volumes de conteúdo diariamente para atingirem as metas.

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As denunciantes também alegam que os moderadores são forçados a assinarem documentos que os tornavam legalmente incapazes de discutir o que viram durante suas monitorias de conteúdo.

“Os réus falharam em fornecer um local de trabalho seguro para os milhares de contratados que são os guardiões entre o conteúdo não filtrado, repugnante e ofensivo carregado no aplicativo e as centenas de milhões de pessoas que usam o aplicativo todos os dias”, afirma o processo.

TikTok estava ciente dos riscos

Fachada da empresa chinesa ByteDance
De acordo com o processo, o TikTok e sua controladora, a ByteDance, estavam cientes dos riscos enfrentados pelos funcionários. Crédito: ByteDance/Divulgação

De acordo com o processo, o TikTok e a ByteDance estavam ciente dos riscos implicados no serviço prestado pelos moderadores. No entanto, empresa e controladora não fizeram nenhum esforço para fornecer condições psicológicas adequadas para que os trabalhadores pudessem lidar com conteúdo extremo.

O processo descreve que os moderadores precisavam passar por turnos de 12 horas revisando conteúdo que envolvia abuso sexual infantil, estupro, tortura, bestialidade, decapitações, suicídio e assassinato. Além do conteúdo gráfico, Velez e Young também foram expostas a discursos de ódio e teorias da conspiração, que impactaram negativamente seu bem-estar mental.

Via: Techcrunch

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