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No Paraná, um Fusca ano 1965 foi o primeiro veículo a receber uma placa preta sob o novo padrão Mercosul para veículos de coleção. Em um evento promovido na última quarta-feira (1) pelo Sindicato das Empresas Estampadoras de Placas Automotivas do Estado do Paraná (Seepa/PR) na capital do estado, a estampagem contou com o Detran-PR.
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Antônio Carlos Domanski Junior, dono do Fusca, disse que o retorno da placa preta “foi uma conquista, melhor caracterizando os veículos de coleção”. A resolução, de número 957/2022 aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) passou a valer no primeiro dia deste mês de junho para carros com 30 anos ou mais de fabricação.
Placa preta vai para carros que mantêm seu valor histórico
O modelo da placa traz uma faixa azul acima dos números e um QR-Code de autenticidade. Depois de muito debate (e definições em consulta pública), os proprietários de modelos antigos nacionais ou importados voltarão a ter essa identificação diferenciada dos demais veículos, conferindo um pouco mais de exclusividade aos colecionadores.

Os novos critérios abrangem inclusive carros que passaram por modificações, mas que mantêm o valor histórico próprio. Uma avaliação é realizada pelo Contran para o dono do veículo receber um novo documento chamado Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), que tem 5 anos de validade. Nele, constarão todas as características gerais do carro, apontando os principais motivos para aquele modelo ser considerado original ou modificado.
80% da originalidade para certificado

Em seu segundo artigo, a resolução traz que o veículo de coleção original “deve preservar suas características de fabricação quanto à mecânica, carroceria, suspensão, aparência visual e estado de conservação, equipamentos de segurança, características de emissão de gases poluentes, ruído e demais itens condizentes com a tecnologia e cultura empregada à época de sua fabricação”.
Com relação aos carros antigos modificados, o certificado depende da regulamentação do Contran e das alterações feitas no modelo, que deve manter no mínimo 80% da configuração original. Existe uma planilha de pontuação que deve ser preenchida ao decorrer das avaliações, que abrangem originalidade e preservação – o modelo deve marcar no mínimo 80 pontos de 100 possíveis para ter condições de obter a placa preta, como deve ter sido o caso do Fusca do Paraná.
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