Prós
  • Desempenho de ponta
  • Carregador é ultra veloz e vem na caixa!
  • Tela é ótima
  • Câmeras competentes
Contras
  • Política de atualizações continua ruim
  • Sem proteção contra água e poeira
  • Câmera promete mais do que entrega

A corrida pelo topo no mundo dos celulares mais caros e completos parece simples: pegue o que existe de melhor, junte tudo numa sopa e sirva para a pessoa. Não é bem assim, você precisa diferenciar um modelo de seu concorrente e a Motorola vem voltando para este segmento chutando baldes em duas frentes importantes: câmera e carregador da bateria.

O Motorola Edge 30 Ultra tem Snapdragon 8+ Gen 1 por dentro, tela P-OLED com 144 Hz, 12 GB de RAM e pode alcançar 512 GB de memória interna. O que difere ele de seus concorrentes é ter uma das primeiras câmeras de 200 megapixels do mercado e um carregador com 125 watts, que consegue recompor a bateria em menos de meia hora.

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Tudo isso vale a pena? Faz o Edge 30 Ultra ser melhor que os concorrentes de mesmo segmento? Eu passei as últimas semanas com este celular no bolso e conto minha experiência nos próximos parágrafos.

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Corpo fino, até demais

Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

A primeira coisa que você nota ao pegar o Motorola Edge 30 Ulta é sua espessura pequena, muito pequena. Não é de hoje que a empresa vem apostando em dispositivos mais finos, cenário já abandonado por quase todo concorrente justamente por ele trazer um problema como consequência de tanta magreza: bateria menor, com menos autonomia.

Eu poderia reclamar disso pela bateria, mas a Motorola resolveu o problema criado por ela mesma com adaptador enviando 125 watts, isso é 100 watts além do que o carregador que vem com o Galaxy S23 na caixa consegue lidar – é só cinco vezes mais elétrons. Com isso a autonomia menor é recomposta em uma fração do tempo, então tá tudo bem.

Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Enfim, eu então poderia elogiar a espessura, mas não. Ela é uma das responsáveis pela remoção do cabo para fone de ouvido e menor aderência nas laterais ao segurar o celular nas mãos. Isso é agravado com a traseira e a frente curvadas para fora. Tudo bem que a tela parece ser maior do que é, mas o cantinho que “cai” acaba dificultando o acesso de alguma interface de app que vai lá, sabe?

Fechando a parte externa, o Motorola Edge 30 Ultra não tem qualquer certificação contra água e poeira. Todo concorrente tem e o que mais gosto neste ponto nem é de tirar fotos dentro da piscina, mas sim a possibilidade de lavar um celular na torneira quando ele fica sujo – isso sem sabão, só água e pano mesmo.

Eu costumo levar até smartwatch comigo no banho e aproveito o momento pra limpar com água, removendo qualquer sujeira mais chata.

Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Passando para o que gostei do acabamento: a traseira é feita em vidro fosco, muito bonito para ver e sentir. Eu sempre valorizo a empresa que coloca esta sensação tátil e ela está cada vez mais rara, ou voltada em celulares dos mais caros.

Bela tela e som

Tirando o fato da tela ser curvada nas laterais, algo que eu já não gosto como achava bacana antes, ela é muito boa mesmo. Até a curvatura para os cantos insere iluminação em notificações, visíveis quando o Motorola Edge 30 Ultra está de costas na mesa.

A tela em si é feita de painel P-OLED de 6,7 polegadas e é uma das melhores do mercado, praticamente empatando com as excelentes Super AMOLED da Samsung ou ao OLED utilizado pela Apple. Por aqui as cores são reproduzidas com exatidão e sem exageros, enquanto o brilho alcança 1.250 nits e isso torna o conteúdo perfeitamente legível até sob luz solar direta, de meio dia.

Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Junte isso com uma taxa de atualização marcada em 144 Hz para deixar qualquer gamer animado. Comparando com a concorrência, este número é superior ao iPhone 14 Pro e ao Galaxy S23 Ultra, ambos com 120 Hz no máximo.

Assim como em seus concorrentes, é possível configurar para 60 ou 144 Hz em números fixos, ou então em taxa variável para que a atualização eleve apenas em momentos onde a interface tem movimento mais alto, ou quando um jogo está rodando. Tela rápida assim gasta mais bateria, então é melhor deixar o consumo maior apenas sob demanda, né?

Outro ponto que ajuda na economia de energia é a resolução marcada em Full HD+, menor que os concorrentes. O curioso é que o Galaxy S23 Ultra tem mais pixels, mas de fábrica e por padrão ele utiliza o mesmo número do Motorola Edge 30 Ultra. Entendeu onde eu quero chegar? Mais densidade na imagem é bacana, mas o consumo extra de energia não é tão empolgante assim.

A Motorola acertou ao comprar tela com menor resolução, enquanto a Samsung utiliza mais pixels, mas reduz o número para todos por padrão. Seria como comprar uma Ferrari e limitar o velocímetro dela pela metade, para quem só anda na cidade ou estrada com máximo de 120 km/h. Se você nunca vai acelerar acima disso, de que adianta ter motor que chega aos 300 km/h?

Câmera de 200 megapixels é tudo isso mesmo?

Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Chegamos no primeiro ponto de venda mais forte do Motorola Edge 30 Ultra: a câmera principal tem quase o dobro de resolução do Galaxy S22 Ultra. São 200 megapixels, junto de outro sensor de 12 megapixels e zoom óptico de duas vezes, fechando o terceiro de 50 megapixels para ultrawide.

Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

E aí, vale a pena ter 200 megapixels? Olha, no cotidiano e para a imensa maioria das pessoas, 50, 108 ou 200 megapixels fecha no mesmo resultado final, não muda quase nada. O que interessa de verdade é como o software lida com essa informação e se você não concorda comigo, é só ver que o iPhone tem 12 megapixels de máximo, mudando só agora para 48 megapixels e ele continua com fotos espetaculares em qualquer condição que o usuário estiver.

Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

E o Motorola Edge 30 Ultra? Faz fotos ótimas em quase todas as condições de luz. Antes de comentar a qualidade, saiba que os 200 megapixels na verdade entregam 12,5 megapixels, com 16 pontos da imagem se agrupando para captar mais luz. Isso é especialmente positivo para o tamanho final do arquivo, pois em resolução máxima você fica com cerca de 30 MB por captura.

Foto da câmera principal em modo noturno do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera principal em modo noturno do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera principal em modo noturno do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera principal em modo noturno do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

No final o resultado é de cores reproduzidas sem muito exagero, mas ainda assim com saturação levemente superior ao natural. Você pode facilmente editar o conteúdo para mais ou menos força nas tonalidades, mas o resultado automático de sacar o celular do bolso, fotografar e voltar para lá, me deixou animado.

Foto da câmera principal em modo noturno do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera principal em modo noturno do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera ultrawide em modo noturno do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera ultrawide em modo noturno do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Eu não encontrei ruído perceptível de longe, mas eu penso agora pelo lado do marketing, da propaganda: são 200 megapixels, você até enche a boca pra falar o número e ele assusta até por estar muito acima de quase toda concorrência, mas no final a qualidade não é tão elevada assim. Ela está na média dos mais competentes celulares do mercado.

Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Por este motivo, o usuário que comprou a ideia de 200 megapixels esperando o dobro de qualidade, pode ficar frustrado por ter uma foto ótima, mas não espetacular. Se você esquecer esta quantidade de pixels, vai sair feliz no final – como eu saí.

Eu só senti que o HDR poderia dar uma força extra em locais desafiadores com sombras escuras e detalhes bem claros logo ao lado. Também notei que as fotos ficam mais bonitas na tela pequena do celular, do que no computador quando o display é consideravelmente maior.

Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera ultrawide do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera ultrawide do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

A teleobjetiva não chamou minha atenção, pois encontro aproximações maiores na concorrência onde tem aparelho com 3 vezes e outros com 10 vezes, todos cima de apenas duas vezes no Edge 30 Ultra. A ultrawide fez bem seu trabalho, mas ela ainda entrega temperatura de cor diferente da lente normal, o que me parece ser mais um problema do Android do que da fabricante, pois encontro o mesmo dilema em um Samsung, Asus ou Xiaomi da vida, mas não no iPhone.

Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera principal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera ultrawide do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera ultrawide do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Se as câmeras traseiras não seguem em excelência, a frontal faz isso sim. São 60 megapixels que lidam bem com qualquer cenário, até mesmo quando o software precisa recortar o usuário do fundo para aplicar o efeito bokeh, quando apenas a pessoa está em foco. Selfies noturnas são ótimas também.

Foto da câmera frontal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera frontal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera frontal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto da câmera frontal do Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Snapdragon 8+ Gen 1 rápido como você espera

Voltando para dentro, o Snapdragon 8+ Gen 1 é ótimo como você espera que ele seja. Não existe aplicativo na Play Store que não seja executado de forma instantânea, que trave ou engasgue. Ter 12 GB de RAM também ajuda nesse trabalho, mantendo muitos apps abertos no fundo, sem que um precise recarregar tão logo.

Seria chover no molhado dizer que o Motorola Edge 30 Ultra roda bem jogos, então vamos lá: ele roda muito bem qualquer game, com taxas altas de quadros por segundo e efeitos no máximo. Só me incomodou o quanto ele esquenta mais neste momento, um problema que nasce justamente por ele ser tão fino – o calor chega mais rápido no seu dedo e espalha menos pela carcaça.

Cadê o Android 13?

No momento do teste do Edge 30 Ultra, a Motorola ainda não havia liberado o Android 13. Enquanto isso, a Samsung já atualizou mais de 40 celulares para a versão mais atual do sistema operacional do Google. O que me assusta é: este é o modelo mais caro e completo da marca, ainda sem um update para o software mais recente.

Interface limpa, como um "Android puro" (Imagem: reprodução)
Interface limpa, como um “Android puro” (Imagem: reprodução)

Tudo isso ocorre com uma versão bem limpa do Android e que pega carona no que o Google faz com seus Pixel. Poucas ferramentas extras são adicionadas, limitando em atalhos muito bons para abrir a câmera e ligar a lanterna, ou notificações para aproveitar a tela curvada, indo até para o Ready For onde uma interface de desktop é aberta ao ligá-lo a um monitor externo.

Enfim, cadê o Android 13? Ele já foi lançado para o público e fabricantes em agosto de 2022, cinco meses antes da publicação deste review e nada dele aparecer. Ao menos a Motorola promete três updates, então o Motorola Edge 30 Ultra receberá até o Android 15 – que será lançado no ano que vem.

Android 12 em fevereiro de 2023, Motorola? Sério? (Imagem: reprodução)
Android 12 em fevereiro de 2023, Motorola? Sério? (Imagem: reprodução)

Bateria recarrega no foguete

Tudo isso é alimentado por uma bateria com 4.610 mAh, que não é a maior do segmento, mas ainda assim conseguiu me segurar por um dia inteiro de uso na rua. Isso significa uma meia hora de jogo, com mais de uma hora de podcast, alguns minutos de vídeo, três horas de streaming e algum momento com GPS para saber onde virar na rua.

A tela estava com brilho no automático, mas a atualização marcava 144 Hz de forma forçada. No fim do dia eu ainda tinha 30% de energia e isso seria o suficiente para ir até o bar e voltar para casa sem precisar recarregar.

Se você precisar de recarga durante o dia, saiba que o carregador que acompanha o Motorola Edge 30 Ultra tem 125 watts. Se você ainda não entendeu o tamanho do número, saiba que para sair de 0% e chegar em 100%, eu precisei de 22 minutos na tomada.

Carregador monstruoso de 125 watts (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Carregador monstruoso de 125 watts (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Se você não está com a bateria completamente descarregada, saiba que eu levei 8 minutos para recompor 50% dela. É o tempo de um banho e me vestir. Outro ponto que me chamou atenção foi a temperatura, que não subiu tanto quanto eu esperava. O celular ficou morno e o carregador também.

Ou seja: você chega em casa, coloca o Motorola Edge 30 Ultra completamente descarregado na tomada, toma banho, bebe um café, come um pão e veste a roupa, vai sair com ele com 100% mais uma vez. Sensacional.

Motorola Edge 30 Ultra: vale a pena?

Se você busca um celular potente, rápido, com boa autonomia e que em 22 minutos na tomada sai de 0% e vai até 100% de bateria, o Motorola Edge 30 Ultra é a melhor opção do mercado. Ele tem 200 megapixels, mas as fotos são apenas ótimas, não sensacionais ou espetaculares como o número elevado da resolução dá a entender.

Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Edge 30 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Eu acho que o design curvado para as bordas já passou, mas isso não chega a dar um ponto negativo para o aparelho. O que me incomodou de verdade foi ter um topo de linha muito completo e caro, chegando na primeira quinzena de fevereiro de 2023 com Android defasado, ainda no Android 12 e com promessa de menos tempo recebendo atualização.

A Motorola promete três updates, enquanto a Samsung faz quatro e atualiza muito mais rápido. Até o Galaxy S20 (lançado em 2020, três anos atrás) já recebeu o Android 13, entende?

Se você se importa em ter um celular atualizado por mais tempo e com update levando menos meses para chegar, olhe a concorrência. Se isso não te afeta e você quer um conjunto bem completo, o Motorola Edge 30 Ultra é bem competente.

Motorola Edge 30 Ultra: ficha técnica

Tela:P-OLED de 6,67 polegadas
2.400 x 1.080 pixels
144 Hz
HDR10+
Brilho máximo de 1.250 nits
Gorilla Glass 5
Processador:Qualcomm SM8475 Snapdragon 8+ Gen 1 (4 nm)
Octa-core (1 x 3,19 GHz Cortex-X2 + 3 x 2,75 GHz Cortex-A710 + 4 x 1,80 GHz Cortex-A510)
GPU:Adreno 730
RAM:12 GB
Armazenamento:256 GB UFS 3.1
Câmeras traseiras:Principal: 200 MP f/1.9
Teleobjetiva: 12 MP f/2.2, zoom de 2x
Ultrawide: 50 MP f/2.2
Câmera frontal:60 MP f/2.2
Sistema Operacional:Android 12
Conexões:Wi-Fi 6E (2,4 GHz e 5 GHz)
Bluetooth 5.2 (A2DP, LE)
USB-C (3.1) + DisplayPort 1.4
NFC
GPS (L1+L5), GLONASS, BDS, GALILEO
Bateria:4.610 mAh
Carregamento rápido de 125 watts
Carregamento sem fio de 50 watts
Carregamento reverso de 10 watts
Outros:Leitor de impressões digitais sob a tela (óptico)
Dimensões:161,8 x 73,5 x 8,4 mm
Peso:198,5 gramas
Nossa avaliação
Nota Final
8.9
  • Desempenho
    10.0
  • Design
    9.0
  • Câmeras
    9.0
  • Bateria
    10.0
  • Sistema/Interface
    8.0
  • Tela
    10.0
  • Conectividade
    10.0
  • Resistência
    5.0

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