A Nokia anunciou neste domingo (26), planos para mudar sua identidade de marca pela primeira vez em quase 60 anos, por meio de novo logotipo, enquanto a fabricante de equipamentos de telecomunicações se concentra em crescimento agressivo.

A novo logo é composto por cinco formas diferentes que formam a palavra NOKIA. A icônica cor azul do logotipo antigo foi substituída por uma variedade de cores, dependendo do uso e do fundo.

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“Houve a associação com smartphones e hoje somos uma empresa de tecnologia de negócios”, disse o presidente-executivo da Nokia, Pekka Lundmark, à Reuters em entrevista.

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Lundmark conversou com o portal antes de atualização de negócios da empresa na véspera do Mobile World Congress (MWC), que começa em Barcelona na segunda-feira e vai até 2 de março.

Após assumir o cargo principal na empresa finlandesa em dificuldades em 2020, a Lundmark definiu estratégia com três etapas: redefinir, acelerar e escalar. Com o estágio de redefinição agora concluído, Lundmark disse que o segundo estágio está começando.

Nova logomarca vai variar conforme o uso (Imagem: Divulgação/Nokia)

Embora a Nokia ainda pretenda expandir seus negócios de provedores de serviços, onde vende equipamentos para empresas de telecomunicações, seu foco principal agora é vender equipamentos para outras empresas.

Tivemos crescimento muito bom de 21% no ano passado em empresas, que atualmente representa cerca de 8% de nossas vendas, [ou] 2 bilhões de euros [US$ 2,11 bilhões] aproximadamente. Queremos levar isso para dois dígitos o mais rápido possível.

Pekka Lundmark, presidente-executivo da Nokia, em entrevista à Reuters

As principais empresas de tecnologia têm feito parceria com fabricantes de equipamentos de telecomunicações, como a Nokia, para vender redes 5G privadas e equipamentos para fábricas automatizadas para clientes, principalmente no setor de manufatura.

A Nokia planeja revisar a trajetória de crescimento de seus diferentes negócios e considerar alternativas, incluindo desinvestimentos. “O sinal é muito claro. Queremos apenas estar em negócios onde possamos ver liderança global”, disse Lundmark.

O movimento da Nokia em direção à automação de fábrica e centros de dados também os levará a enfrentar grandes empresas de tecnologia, como Microsoft e Amazon.

“Haverá vários tipos diferentes de casos, às vezes eles serão nossos parceiros… às vezes eles podem ser nossos clientes… e tenho certeza de que também haverá situações em que eles serão concorrentes”, destacou o presidente-executivo.

O mercado para vender equipamentos de telecomunicações está sob pressão com o ambiente macro afetando a demanda de mercados de alta margem, como a América do Norte, sendo substituído pelo crescimento na Índia de baixa margem, levando a rival Ericsson a demitir 8,5 mil funcionários.

“A Índia é o nosso mercado de crescimento mais rápido com margens mais baixas – esta é uma mudança estrutural”, comentou Lundmark, acrescentando que a Nokia espera que a América do Norte seja mais forte na segunda metade do ano.

Com informações de Reuters

Imagem destacada: Divulgação/Nokia

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