Prós
  • Tela externa útil de verdade
  • Câmeras competentes
  • Tela interna serve até para o gamer
  • Muito bonito e confortável na mão
Contras
  • Mais caro que o único concorrente
  • Só sobrevive em chuva leve

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O Razr 40 Ultra é a quarta tentativa da Motorola de conseguir emplacar seu celular dobrável no mercado que não tem muitas opções para além dela e a Samsung. Ele resolveu solucionar um problema que não existia, mas acaba fazendo toda diferença no mundo na hora de deixar o smartphone mais durável ao ser aberto um número menor de vezes: tela externa consideravelmente maior e mais útil.

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Se por fora existe uma mudança muito positiva, por dentro a situação não é das mais animadoras. O aparelho recicla o chip utilizado na geração anterior e apenas aumenta a RAM (só lá fora, aqui é a mesma RAM do modelo anterior), o que dá sobrevida maior ao aparelho, mas não faz ele ser mais rápido do que já era.

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Enfim, eu passei os últimos dias com um Motorola Razr 40 Ultra no bolso e conto minha experiência nos próximos parágrafos.

Design é belo, muito belo

Começando por fora, saiba que o Motorola Razr 40 Ultra é um dos celulares dobráveis mais simpáticos que usei. Ele é mais largo que o Galaxy Z Flip 4 e isso deixa a experiência mais amigável, o teclado menos espremido e a interface mais próxima do esperado para um smartphone Android tradicional – só um pouco mais alto.

Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

O acabamento externo é fosco e áspero onde não tem tela e no display é o esperado para o monitor externo: liso e escorregadio, com toques de medo que sempre tive ao colocar o aparelho na mochila. Como a própria Motorola diz que o foco está em público que vai jogar ele na bolsa, saiba que muito provavelmente o vidro estará riscado em pouquíssimo tempo.

Este pode ser um problema para algumas pessoas, mas é facilmente resolvível ao inserir uma película ou capinha protegendo a área. Um local sem a mesma sorte é todo restante do celular por não ter certificação robusta para proteger contra entrada de água ou poeira. Na verdade temos IP52, sendo suficiente para o aparelho sobreviver bem no começo da chuva e nada mais.

Poderia ser um problema que afeta poucos, mas os Galaxy Z Flip 3 e 4 contam com IP68 e essa certificação permite até mergulhar com o celular na piscina. Ainda comparando com os modelos da Samsung, o Razr 40 Ultra me passou a sensação de ser menos duro na dobradiça, deixando até uma marca menos visível na parte da tela que faz o vinco para ser dobrada.

Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Eu gostei, mas precisaria ver como ele fica depois de um ano usando. Como devolvo o celular sempre depois de 15 dias, deixo os comentários abaixo para quem comprou e tem o Razr 40 Ultra por mais tempo.

Enfim, fechando a parte de design eu encontro o Razr 40 Ultra com peso menor do que os concorrentes. Gostei bastante. Ele é confortável e bonito na mão. Já no lado externo temos a tela secundária e finalmente ela tem algum uso para além de ver as horas.

Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Era exatamente isso que dava pra fazer no Razr antigo, junto do atual Galaxy Z Flip 4. Por aqui o usuário pode ver mais da foto, como um espelho e isso vale até para a tela virar um retorno de vídeo para quem está atrás das lentes. Além disso, existem apps que tiram proveito do local, como o Gmail, Google Maps e Spotify. A experiência dos mapas é mais limitada e pra mim é útil só depois de você traçar a rota com o aparelho aberto, ligando ele só pra confirmar se virou no local certo mesmo.

É possível até jogar nessa tela, tudo isso sem abrir o Razr 40 Ultra. Não, você não terá Free Fire rodando nesse display, mas sim games feitos pela Motorola e que servem como passatempo para a fila do banco.

Por dentro, a tela é o que você espera de um celular caro: tem cores muito vivas, brilho elevado e atualização veloz, essa marcada em 165 Hz. O Razr 40 Ultra não é focado no gamer, mas a velocidade do display pode deixar qualquer jogador feliz da vida com títulos mais competitivos.

Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Com o brilho, eu nunca vi o celular ultrapassar 60% do máximo mesmo em ambientes externos e bem iluminados. Trunfo do bom trabalho do LTPO AMOLED de 6,9 polegadas que garante boa vista até pra quem tá mais de lado.

Câmeras (muito) competentes, viu?

Um celular não pode incluir tudo que existe de melhor em todos os segmentos, até pra que ele não fique proibitivamente caro na loja. Se ele é bonito e tem tela fora da curva, alguma coisa vai perder para a conta fechar direitinho e a câmera tende a ser um destes pontos. Isso acontece lá no Galaxy Z Flip 4, que fotografa pior que o Galaxy S22.

Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Já no Razr 40 Ultra eu fiquei surpreso com a qualidade. Seja pela reprodução de cores e contraste em ambientes bem iluminados, seja pelos 12 megapixels da câmera principal ou 13 megapixels da ultrawide, que também faz o trabalho de macro.

Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente ultrawide do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente ultrawide do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Um Motorola Edge 40 vai fazer fotos melhores? Claro, mas o Razr 40 não está muitos degraus abaixo não, ele fica quase que no mesmo patamar, só perdendo em versatilidade por ter apenas duas câmeras e não três. Se você quer zoom, esqueça o dobrável. Essa é a única falha que notei.

Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Mas, se você vem de um Galaxy da vida, notará por aqui imagens mais lavadas e com cores menos vivas. Isso não é por acaso, pois não é de hoje que a Samsung configura seus celulares para garantir fotos mais brilhantes. Eu gosto do resultado mais saturado, mas não me incomodei por aqui.

Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente ultrawide do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente ultrawide do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

O Razr 40 Ultra deixou o registro mais fiel e se você quiser mais cores, é possível editar no próprio celular depois, ou então aplicar um filtro qualquer no Instagram.

Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

De noite os resultados também agradaram, até por não precisar segurar o celular firme por tantos segundos. Tudo no céu de São Paulo ficou plenamente visível e isso inclui um monte de prédio com luzes diferentes em cada apartamento.

Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente ultrawide do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente ultrawide do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

O modo noturno automático já lidou bem em não deixar as luzes dos apartamentos estouradas, ao ponto de ser possível ver até se na janela da pessoa a cortina está mais para um lado ou para outro, ou então se tem roupa pendurada na área de serviço.

Foto com a lente frontal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente frontal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Gostei, principalmente por chegar por aqui sabendo que a câmera não é o principal foco do Razr 40 Ultra, assim como não é em nenhum dobrável da concorrência. Nem mesmo o Galaxy Z Fold 4 tem as mesmas capacidades do flagship atual da Samsung – o Galaxy S23 Ultra. É sempre um passo atrás. Aqui é um meio passo atrás.

Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a lente principal do Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Mesmo chip do concorrente, mas tudo bem

Por dentro temos o Snapdragon 8+ Gen 1, que estava no Razr do ano passado e é o mesmo presente no Galaxy Z Flip 4. Por aqui existem 8 GB de RAM, enquanto no mercado internacional o cliente tem a opção para 12 GB. Mesmo sendo o mesmo componente da principal concorrência e reciclado do ano anterior, saiba que não existe app ou jogo que sofra aqui.

Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

O novo dobrável da Motorola é veloz em qualquer situação e eu aposto, sem muito medo de errar, que ele seguirá assim por uns dois ou três anos. A opção de expandir a RAM com um pouco de memória interna ajuda nesse ponto. Você perde pouquíssimo espaço e ajuda bastante na longevidade – pouco tipo 2 GB.

Tudo isso roda abaixo do Android 13 bastante limpo, que vem com as customizações comuns da Motorola, como agitar o celular para ligar a câmera ou o flash.

Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Bateria é curta como qualquer dobrável

Na hora de alimentar o sistema, a bateria é dividida em duas partes e elas somam 3.800 mAh no total. É pouco, mas isso é 200 mAh extras quando comparado com o Razr de 2022. No fim do dia você vai ficar com pouca carga sobrando e é bom ter um carregador por perto.

No meu teste, que envolve o Motorola Razr 40 Ultra no meu bolso como único celular, rodando apps de redes sociais por algumas horas, jogos por 30 minutos, duas horas de podcast em áudio, três horas de vídeo e muitas fotos, precisei de 12 horas para ver a bateria sair de 100% e chegar em cerca de 30% e tantos.

O carregador vem na embalagem e ele entrega 30 watts, que não é dos mais velozes, mas é capaz de sair de 0% e voltar aos 100% em cerca de 1 hora. Existe recarga por indução (finalmente!), mas ela aceita apenas 5 watts e é lenta, mas lenta demais.

Motorola Razr 40 Ultra: vale a pena?

Eu acho que sim, mas você precisa estar pronto para pagar caro por isso. O celular chegou ao Brasil por R$ 8 mil e na data de publicação desse review, é possível encontrar seu único concorrente, o Galaxy Z Flip 4, por quase a metade desse valor. Tudo bem que o aparelho da Samsung não é tão bonito e a tela externa é consideravelmente menor, mas custar quase 50% menos pesa bastante na decisão de compra.

Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Motorola Razr 40 Ultra (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

O custo do concorrente está mais para baixo por conta da desvalorização tradicional dos celulares, que tende a ser mais lenta na Motorola. Com isso não é difícil imaginar que o Razr 40 Ultra continuará caro por algum tempo. Neste cenário eu não recomendo este dobrável, só se você realmente ama a fabricante.

Olhando apenas para seus atributos, o Motorola Razr 40 Ultra é um celular muito competente. Ele tem câmeras melhores que o Galaxy Z Flip 4 em todas as situações, é mais confortável para usar com uma mão, tem tela externa enorme e realmente útil, fica mais tempo longe da tomada e é bonito na mesa.

Mesmo reciclando o chip da geração passada, o Snapdragon 8+ Gen 1 ainda é forte demais, competente demais.

Motorola Razr 40 Ultra: ficha técnica

Tela interna:LTPO AMOLED de 6,9 polegadas
2.640 x 1.080 pixels
165 Hz
HDR10+
Brilho máximo de 1.400 nits
Tela externa:AMOLED de 3,6 polegadas
1.056 x 1.066 pixels
144 Hz
HDR10+
Brilho máximo de 1.100 nits
Processador:Qualcomm SM8475 Snapdragon 8+ Gen 1 (4 nm)
Octa-core (1×3.19 GHz Cortex-X2 & 3×2.75 GHz Cortex-A710 & 4×1.80 GHz Cortex-A510)
GPU:Adreno 730
RAM:8 GB
Armazenamento:128 GB
256 GB
Câmeras traseiras:Principal: 12 MP f/1.5
Ultrawide: 13 MP f2.2
Câmera frontal:32 MP f/2.4
Sistema Operacional:Android 13 com My UX
Conexões:Wi-Fi 6e (2,4 GHz e 5 GHz)
Bluetooth 5.3 (A2DP, EDR e LE)
USB-C (2.0)
GPS (L1+L5), GLONASS (L1), BDS (B1I+B1c+B2a), GALILEO (E1+E5a), QZSS (L1+L5)
Bateria:3.800 mAh
Carregamento rápido de 30 watts
carregamento sem fio de 5 watts
Outros:Leitor de impressões digitais (lateral)
Dimensões:Desdobrado: 170,8 x 74 x 7 mm
Dobrado: 88,4 x 74 x 15,1 mm
Peso:188 gramas
Nossa avaliação
Nota Final
9.0
  • Desempenho
    9.0
  • Design
    9.0
  • Câmeras
    9.0
  • Bateria
    8.0
  • Sistema/Interface
    10.0
  • Tela
    10.0
  • Conectividade
    10.0
  • Resistência
    7.0