Prós
  • Tela externa é um extra bem bacana
  • Celular continua bonito
  • Câmeras são muito boas
  • Finalmente a parte interna não tem espaço sobrando
Contras
  • Não tem suporte ao DeX
  • Lente para zoom faz falta
  • Tela externa é limitada sem o Good Lock

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A Samsung literalmente começou o segundo semestre de 2023 com uma nova linha de celulares dobráveis, deixando de mostrar ao mundo seus produtos em meados de agosto e trazendo o lançamento para julho. O Galaxy Z Flip 5 é um deles e é o modelo mais chamativo do momento para a marca, até por ela praticamente ignorar a existência do Galaxy Z Fold 5 no mundo e em sua publicidade.

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O novo celular tem ficha técnica de topo de linha, continua com visual de dobrável capaz de ficar menor no bolso, muda radicalmente a frente do smartphone ao entregar tela cerca de quatro vezes maior e promete te fazer abrir menos a dobradiça, possivelmente fazendo o Galaxy Z Flip 5 durar mais nas mãos.

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Será que ele consegue? Eu passei as últimas semanas com este celular no bolso e conto minha experiência nos próximos parágrafos.

Design elegante, bonito e sincero

Começando pelo visual, os dobráveis no estilo do Galaxy Z Flup 5 funcionam quase da mesma forma: você tem um aparelho mais alto do que o normal e ele utiliza essa altura extra para dobrar na metade, ficando muito menor no bolso. O novo celular da Samsung segue essa receita sem mudar nenhum ponto.

Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

O modelo anterior já era mais quadradinho e o novo dobrável continua sem muitos ângulos curvos nas bordas, fazendo o conjunto parecer um estojo pequeno de maquiagem. Eu gosto muito deste tipo de visual, entrega um celular com tela grande por dentro, mas que no bolso fica pequeno.

Mesmo sem nenhuma mudança na cara dele, o Galaxy Z Flip 5 tem mais plástico reciclado dentro da contagem para todo o material utilizado no aparelho, enquanto continua com resistência à água ao ter certificado IPX8. Saiba que ele pode sim ser mergulhado em até um metro e meio de profundidade por meia hora de água doce da piscina ou um rio, mas não vai gostar de ver areia ou poeira entrando junto.

Quase não há mais espaço interno quando dobrado (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Quase não há mais espaço interno quando dobrado (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Por dentro, a Samsung mudou algumas coisas, como a estrutura de alumínio agora mais resistente e a forma como faz a tela ser dobrada. O Galaxy Z Flip 5 conseguiu não deixar espaço visível entre as duas extremidades quando dobrado. Além de fazer o aparelho mais bonito e sem o visual de revista aberta para o lado oposto, a novidade também resulta em mais proteção contra poeira maior.

Este novo formato de dobradiça também promete diminuir o vinco feito no meio da tela, mas a real é que não mudou nada por aqui. Eu ainda vejo ele com facilidade e sinto quando passo o dedo, praticamente da mesma forma como no Galaxy Z Flip 4, e no 3.

Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Agora vamos para onde está a mudança: na frente. No lugar de uma pequena faixa com informações rápidas, agora o Galaxy Z Flip 5 mostra um telão quase quatro vezes maior. Ele saiu de 1,9 para 3,4 polegadas, subindo a resolução e proteção com o Gorilla Glass Victus 2.

Diferente do Razr 40 Ultra, aqui você lida com widgets e não apps do Android e isso já limita um pouco suas funções. Você pode ver a agenda de compromissos, previsão do tempo, usar a tela frontal para selfies com a câmera traseira e ver todas as notificações, podendo responder uma mensagem ao ter um teclado minimamente confortável.

Oficialmente e sem envolver nenhum app extra, não é possível abrir o que você quiser. Existe sim uma gambiarra oficial feita pela própria Samsung para resolver este ponto, mas ele leva muitos passos para ser feito e eu explico depois. De qualquer forma, imagino que a imensa maioria dos usuários sequer vai se aventurar neste “desbloqueio da tela externa”.

Sabendo disso e a Samsung sabe, ela deveria seguir o exemplo da Motorola e já inserir suporte para apps Android direto na tela, o programa que lute para ficar com a interface de usuário espremida.

Câmeras

Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Se na tela externa a mudança é grande e deixa o visual mais tecnológico para o Galaxy Z Flip 5, na câmera eu senti que quase nada mudou. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo, pois as fotos do novo dobrável são muito boas, mas você ainda está limitado aos dois sensores de 12 megapixels onde um faz ultrawide e outro é mais fechado, sendo melhor para ambientes menos iluminados e estes são exatamente os mesmos instalados no Galaxy Z Flip 4.

Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Durante o dia as imagens feitas com o sensor principal são excelentes em ambientes bem iluminados e eu consigo ver que elas são tão boas quanto as do Galaxy S23. Tudo bem que no aparelho mais potente da linha S a resolução é de 50 megapixels, mas temos o mesmo processador de imagens que vem com o Snapdragon 8 Gen 2 for Galaxy, então em software os dois ficam empatados.

Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Contraste e alcance dinâmico são bem bacanas como esperado para as melhorias do novo software e processador, mesmo com sensores e lentes recicladas da geração passada.

Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

A Samsung continua com a força extra na saturação e eu gosto disso, mas você consegue diminuir as cores antes das fotos, dentro das configurações. Já de noite o Galaxy Z Flip 5 lida sozinho com os ambientes com pouca luz e ativa o modo noturno de forma automática.

Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

O processamento feito pelo modo noturno garante algumas coisas, como detalhes visíveis em áreas menos iluminadas e fonte de luz sem estouro das lâmpadas, sendo possível até ler um neon claramente, sem dificuldade.

Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Na ultrawide os mesmos elogios feitos para a câmera principal se aplicam, seja pela quantidade de detalhe, quase inexistência de ruído e alcance dinâmico bem balanceado em situações mais exigentes.

Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

De noite a lente mais escura vai cobrar ao entregar sujeira, que você facilmente resolve com o modo noturno manual, enquanto segura a respiração por mais dois segundos. Vale a pena, acredite, use.

Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera principal do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Agora, em selfies eu prefiro nem imaginar quem prefere utilizar a câmera interna de 10 megapixels no lugar das duas lentes traseiras, junto da tela externa como retorno. A qualidade delas é tudo que falei nos parágrafos acima, muito superior ao sensor no notch. Então, sério, esqueça ele e use somente durante chamadas de vídeo.

Tela

A tela interna tem exatamente o mesmo tipo de painel, tamanho, velocidade de atualização e suporte ao HDR10+ do Galaxy Z Flip 4, o que não é ruim, mas não inova. A parte bacana é que ela é muito competente e exibe cores, contraste e ângulos de visão excelentes, mas o novo dobrável consegue aumentar o brilho para até 1.750 nits, contra 1.400 nits do anterior.

Você só sente essa melhoria em ambientes iluminados e eu senti, especialmente quando tinha a luz solar batendo direto no Galaxy Z Flip 5 e tudo continuava visível, mesmo sem o brilho no máximo, enquanto ele trabalhava de forma automática.

Tela dobrável é excelente (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Tela dobrável é excelente (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Já a tela externa também é Super AMOLED como na geração passada, mas agora grande o suficiente para você ver até um vídeo do YouTube. Ela tem resolução de 720 x 748 pixels, então saiba que não precisa ter qualidade maior que 720p no conteúdo para ele ficar bonito nela – na interna sim, quanto maior melhor.

Desempenho

Por dentro temos uma evolução bacaninha, bem no diminutivo mesmo. O Galaxy Z Flip 4 já era forte com o Snapdragon 8+ Gen 1, mas o Snapdragon 8 Gen 2 do Z Flip 5 é melhor em uns 15%. Antes era o chip mais potente disponível para o mercado quando o dobrável foi lançado e agora também é o mais avançado deste ano.

Nada vai demorar para abrir, nem mesmo jogos pesados. Falando neles, um problema comum de dobráveis que ficam pequenos é a menor capacidade de dissipar calor, até por ter só metade do aparelho para isso. Por aqui o Galaxy Z Flip 5 não leva mais do que cinco minutos para ficar bem quente e assim derrubar o desempenho, para evitar problemas.

Este é um problema de toda indústria onde o dobrável é uma aposta, seja na Huawei ou aqui com a Samsung. Ele afeta apenas jogos pesados, então o uso de fotos, vídeos, redes sociais, WhatsApp e Waze não sofre com ele.

One UI 5.1.1 no Galaxy Z Flip 5 (Imagem: reprodução/Olhar Digital)
One UI 5.1.1 no Galaxy Z Flip 5 (Imagem: reprodução/Olhar Digital)

A One UI do Galaxy Z Flip 5 é um visualmente idêntica ao anterior e aos outros topo de linha da Samsung, mas com mudanças sutis para os recursos extras presentes por aqui. Um deles é poder dividir um app no meio e criar um touchpad para controlar como um notebook (bem pequeno), enquanto outro é a tela externa.

Falando nela, eu comentei que existe um método para você rodar apps Android de verdade, né? Então, funciona. Você pode adicionar literalmente qualquer aplicação que quiser, mas saiba que nem todos funcionam bem na interface do usuário espremida para uma tela que é praticamente quadrada.

Tela externa com "desbloqueio" do Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Tela externa com “desbloqueio” (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Apps como YouTube e Netflix rodaram direitinho, alguns jogos também, mas em algumas vezes é difícil tocar em algum botão. Outro limitador é o caminho até habilitar este recurso, com você precisando baixar um app chamado Good Lock na Galaxy Store, abrir ele e ir até a opção “I <3 Galaxy Foldable” que fica no topo, depois em “Launcher Widget”.

É lá que você escolhe até oito apps para serem abertos na tela externa. É puro suco da gambiarra, mas que é oficial por ser o Good Lock um app da própria Samsung, então é seguro e pode ir.

Mas, de verdade, a Samsung poderia ter uma ferramenta nativa, pronta para isso e com caminho em português, né?

Bateria

O Galaxy Z Flip 3 não tinha uma bateria bacana, o seguinte seguiu essa triste tendência e agora, o Galaxy Z Flip 5 melhorou um pouquinho, mesmo com ele trazendo exatamente a mesma capacidade de carga do modelo anterior.

Se você não utilizar muito a tela externa, é possível praticamente finalizar o dia com apenas uma carga. O novo display consome mais energia, mas por outro lado nele você pode resolver mais do seu cotidiano sem abrir o celular para gerar mais pixels, em atualização maior e com mais brilho no lado interno.

Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Carregador incluso na embalagem (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Se tirar bom proveito do Good Lock, você consegue até usar a tela externa, que consome menos energia, para seguir dirigindo no Waze ou Google Maps.

Enfim, de qualquer forma, celular dobrável que fica menor continua com menos bateria do que o necessário para um dia inteiro. Não foi dessa vez que Motorola ou Samsung resolveram esse problema.

Ao menos no carregador a coisa não é tão ruim, desde que você possua um carregador de 25 watts. Eu tenho um e precisei de meia hora para recompor 53% da carga, mas no adaptador que vem na caixa a entrega de elétrons é menor e isso significa que você terá resultados diferentes – mais lentos.

Galaxy Z Flip 5: vale a pena?

O Galaxy Z Flip 5 é um celular muito bacana e melhora bastante a experiência ao colocar uma tela externa que é mais utilizável. Ela entrega mais coisas que você precisaria abrir o celular para resolver, mas exige gambiarra oficial da Samsung para ser realmente útil.

No Good Lock eu consegui até usar o WhatsApp, conversar com pessoas e enviar mensagens de áudio sem abrir o Galaxy Z Flip 5. Isso deveria ser nativo do aparelho, ou menos difícil de alcançar.

Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Galaxy Z Flip 5 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

O problema do Galaxy Z Flip 5 é o preço e a falta de evolução para além da tela externa. Se você só quer um dobrável bonito, pode economizar R$ 1 mil no preço de lançamento e levar o Razr 40 Ultra para casa, ou então gastar quase metade do valor do novo aparelho, ao escolher um Z Flip 4.

A bateria não melhorou de forma convincente, as câmeras são as mesmas, o desempenho é tão parecido que você só percebe melhoria se tem os dois celulares nas mãos para comparar e a tela externa do Galaxy Z Flip 5 é limitada neste momento, se você não se aventurar na gambiarra. Pensando nisso, eu não consigo recomendar outro aparelho que não o Galaxy Z Flip 4 para você, ou o Razr 40 Ultra da Motorola.

Com a queda natural de preço este comentário será alterado e a Samsung tende a baixar muito o valor na ponta, em cerca de seis meses. Quando o Galaxy Z Flip 5 chegar na casa dos R$ 5 mil, ele vai valer muito.

Ficha técnica: Galaxy Z Flip 5

Tela interna:Foldable Dynamic AMOLED 2X de 6,7 polegadas
2.640 x 1.080 pixel
HDR10+
Brilho de até 1.750 nits
Tela externa:Super AMOLED de 3,4 polegadas
720 x 748 pixels
Processador:Qualcomm SM8550-AC Snapdragon 8 Gen 2 (4 nm)
Octa-core (1×3,36 GHz Cortex-X3 e 2×2,8 GHz Cortex-A715 e 2×2,8 GHz Cortex-A710 & 3×2 GHz Cortex-A510)
GPU:Adreno 740
RAM:8 GB
Memória:256 GB
512 GB
Câmeras traseiras:Principal: 12 MP f/1.8
Ultrawide: 12 MP f/2.2
Câmera frontal:10 MP f/2.2
Sistema Operacional:Android 13 com One UI 5.1.1
Conexões:Wi-Fi 6E (2,4 GHz e 5 GHz)
Bluetooth 5.3 (A2DP, LE)
USB-C (3.2)
NFC
GPS, GLONASS, GALILEO, BDS, QZSS, NavIC
Bateria:3.700 mAh
Carregamento rápido de 25 watts
Carregamento sem fio de 15 watts
Carregamento reverso de 5 watts
Outros:Leitor de impressões digitais (lateral)
proteção contra água IPX8
Dimensões:165,1 x 71,9 x 6,9 mm (aberto)
85,1 x 71,9 x 15,1 (fechado)
Peso:187 gramas
Nossa avaliação
Nota Final
8.9
  • Desempenho
    9.0
  • Design
    10.0
  • Câmeras
    8.0
  • Bateria
    7.0
  • Sistema/Interface
    8.0
  • Tela
    10.0
  • Conectividade
    10.0
  • Resistência
    9.0

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