Prós
  • Boa autonomia de bateria
  • Muitos sensores
  • Leve no pulso
  • Acabamento bonito, minimalista
Contras
  • Algumas funções exclusivas da Samsung
  • Pouca inovação entre gerações

O mercado de relógios inteligentes para quem não tem um iPhone é um pouco mais generoso em marcas e modelos, principalmente em escalas de preço. O Galaxy Watch 6 foi lançado em 2023 como opção para quem quer ir para o lado mais extremo desse pensamento, onde ficam as versões com a maior quantidade de recursos possíveis, junto de valor que não é dos mais econômicos.

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Ele tem tela redonda que ficou com bordas menores nessa geração, continua com o Wear OS (antigo Android Wear) do Google e uma quantidade invejável de apps e soluções, além de continuar com um visual minimalista bastante único. Eu passei as últimas semanas com o Galaxy Watch 6 no pulso e conto aqui a minha experiência, especialmente para responder a pergunta mais importante de qualquer review: vale a pena colocar seu dinheiro neste produto? Vem comigo nos próximos parágrafos.

Construção e pulseira

Minimalismo é a palavra de ordem no Galaxy Watch 6, junto de um visual mais futurista. Foi o que senti na unidade de testes que recebi, por ter corpo em metal fosco, bordas quase inexistentes, caixa redonda, praticamente só ângulos retos (para além da caixa redonda) e a pulseira mais branca, mas que pode ser algo como a cor off white, sabe?

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Caixa redonda em alumínio fosco (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Caixa redonda em alumínio fosco (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

O metal é alumínio e ele me deu um conforto bacana durante todos os muitos dias de teste, de forma que eu costumava não sentir o smartwatch no pulso durante o dia, enquanto ele ficava bem marcado nas noites para acompanhar a qualidade do sono. Por outro lado, esse visual é o mesmo da geração passada e se você busca novidades para esse quesito, vai sair desapontado por aqui.

Um detalhe importante no Galaxy Watch 6 e que é novidade para ele é a pulseira, agora com uma trava diferente e muito, mas muito mais fácil de abrir e fechar. A Samsung trocou o pino pequeno por um botão grande, com espaço suficiente para você poder operar mesmo com unhas muito curtas, ou quando resolveu cortá-las e nesse momento elas sequer conseguiriam alcançar a alavanca antiga.

Geralmente a troca de um sistema para remover a pulseira poderia colocar o Galaxy Watch 6 em um seleto grupo infeliz onde o usuário perde toda gama deste acessório, e que pode ser comprado sem um plugue proprietário. A parte bacana é que isso não acontece, pois os pinos laterais de trava continuam lá e o smartwatch recebe qualquer periférico com 20 milímetros de largura.

Botão para remover a pulseira (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Botão para remover a pulseira (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Parabéns, Samsung! A mudança deixa as pulseiras originais mais simples de remover e trocar por outra, enquanto não impede que o usuário compre uma pulseira qualquer de loja. Por fim, cristal de safira protege o vidro de problemas do cotidiano, mas saiba que mesmo assim ele ainda risca – só que você precisa de mais esforço para ele riscar.

Tela

Além do novo mecanismo para troca da pulseira, na tela temos duas novidades para o Galaxy Watch 6. A primeira é as bordas que ficaram menores, mas a diferença é pequena o suficiente para você notar somente se tiver o Watch 5 de lado. Já a segunda é o brilho do display.

Galaxy Watch 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Galaxy Watch 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

A Samsung colocou 2.000 nits de brilho máximo no Galaxy Watch 6 e isso faz diferença para quando você está na rua, em um dia ensolarado e consegue ver todo o conteúdo sem qualquer dificuldade. Em outros pontos ela continua com qualidade de cores impecável, painel Super AMOLED com 1,5 polegada e visibilidade excelente mesmo em ângulos mais generosos, com função de manter o painel sempre aceso.

Desempenho (sistema operacional também)

O Galaxy Watch 6 continua com o Wear OS do Google, mas com uma pitada de Tizen por cima para dar mais semelhança aos modelos antigos e facilitar a vida de quem vem deles. Ele está na quarta versão e é, para mim, a melhor escolha para quem tem um Android e não iPhone, até por ele sequer poder ser pareado com o celular da Apple.

Com o Wear OS 4 você tem a Play Store do Android para instalar apps que rodam no smartphone, como WhatsApp, Strava, Spotify e tantos outros. Notificações podem ser respondidas por voz ou texto, por mais que a segunda opção seja a pior de todas – não é fácil digitar em uma tela tão pequena, prefira a voz sempre!

Galaxy Watch 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Galaxy Watch 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Durante o uso eu não notei engasgos ou travamentos, trunfo do Exynos W930 que roda abaixo do display e tem 16 GB de memória, junto de 2 GB para RAM. Parece e é abaixo do mínimo para o Android rodar bem em um celular, mas no Galaxy Watch 6 é suficiente para deixar qualquer animação bastante fluida e apps abrindo com poucos segundos de carregamento.

Sensores e saúde

Todos os sensores do Galaxy Watch 5 continuam por aqui, sem nenhuma novidade. Isso pode ser negativo para quem busca inovação, mas saiba que o modelo anterior já era excelente e facilmente a melhor opção para quem não é atleta profissional e escolhe alguma solução mais robusta de marcas como a Garmin.

Na parte inferior existem sensores para monitorar os batimentos cardíacos, oxigenação do sangue (SpO2), pressão arterial (com ajuda de um medidor dedicado ao lado), ciclo menstrual, estresse e conseguem até medir a composição corporal. Já botões laterais fazem um eletrocardiograma e o sistema consegue analisar dados para até indicar algum problema cardíaco. Também é possível aferir a temperatura de objetos, mas não do corpo – para isso a Samsung precisa de aprovação da Anvisa, não é uma limitação de hardware.

Galaxy Watch 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Galaxy Watch 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Tudo isso funciona com antena GPS para monitorar com precisão o deslocamento do usuário mesmo quando ele não leva o celular, até por conta da conexão 4G presente no Galaxy Watch 6. Assim você tem internet para responder mensagens SMS, WhatsApp e outras enquanto o smartphone ficou em casa.

Ou então traçar uma rota no Google Maps e seguir também sem o celular, mas a ideia é melhorar o monitoramento de uma das mais de 90 atividades físicas que o smartwatch acompanha. Algumas reconhecidas automaticamente, como caminhada e corrida.

Mesmo com meu porte físico deixando claro que não sou atleta, eu gostei do acompanhamento de caminhadas diárias que fiz. Seja na interface amigável e simples de entender, ou mesmo para a quantidade de dados monitorados apenas por um produto tão pequeno e que não pesa muito no pulso, ao ponto de atrapalhar.

Galaxy Watch 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Galaxy Watch 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Bateria

Tudo isso consome bateria e ela não pode crescer, exatamente como acontece na GoPro. Se ela aumenta, o produto cresce junto e ele deixa de ser tão portátil como é e tão confortável nas mãos. Por conta disso e muito mais por culpa do Wear OS, a autonomia não é das melhores se você considerar algumas opções do mercado com as duas semanas longe da tomada, como o Huawei Watch GT 4.

Por outro lado, o único concorrente que a Samsung tem no mercado seria o Apple Watch e olhando para ele, a autonomia de bateria é melhor no lado coreano do ringue. Eu consegui praticamente fechar o segundo dia de uso monitorando o sono entre um e outro, mantive frequência cardíaca ativada o tempo todo e recebi muitas notificações, enquanto respondia algumas, olhava a hora e a tela ficou no modo sempre acesa.

O carregador não vem na embalagem, mas o cabo sim e eu precisei de quase uma hora para recompor toda a bateria, partindo do momento em que o Galaxy Watch 6 desliga sozinho por falta de energia.

Galaxy Watch 6: vale a pena?

Se você não tem um iPhone e especialmente se seu celular é um Galaxy, vale cada centavo. Não é raro encontrar o Galaxy Watch 6 em promoção no mercado e ele vai te colocar um mundo de sensores, recursos e apps no seu pulso. Claro que existem opções mais econômicas no mercado, como alguns da Huawei.

Galaxy Watch 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Galaxy Watch 6 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Mesmo olhando para eles, eu não recomendo se você puder comprar o Galaxy Watch 6. Seja pelo sistema operacional com mais apps no lado da Samsung, dos recursos extras para os sensores ou então na ótima sinergia entre um smartphone da Samsung e o relógio dela.

Eu poderia comparar o Galaxy Watch 6 com o TicWatch 5 Pro da Mobvoi, mas ele não é vendido oficialmente no Brasil. Para ele, pesa a vantagem de fazer tudo que o Watch 6 faz, menos o eletrocardiograma e sensor de temperatura, mas com a bateria durando facilmente uma semana inteira.

Olhando de verdade para os concorrentes, a Samsung tem ela mesma com o Galaxy Watch 5 no mercado. Ele tem todos os sensores do modelo mais novo, o visual é quase idêntico, monitora as mesmas atividades físicas e custa menos.

Nossa avaliação
Nota Final
9.4
  • Desempenho
    9.0
  • Design
    10.0
  • Bateria
    9.0
  • Sistema/Interface
    10.0
  • Tela
    10.0
  • Conectividade
    10.0
  • Resistência
    8.0

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