Nesta sexta-feira (22), às 15h50, Mercúrio iniciará uma fase que os astrônomos chamam de “conjunção solar inferior”, passando entre a Terra e o Sol, de quem vai se aproximar a cerca de 46,2 milhões de km.milhões de km.

De acordo com o guia de observação astronômica In-The-Sky.org, isso acontece uma vez em cada ciclo sinódico do planeta, que é o período necessário para um corpo planetário chegar à mesma posição relativa ao Sol, quando observado a partir do nosso planeta – que no caso de Mercúrio é de 116 dias.

Do ponto de vista da Terra, Mercúrio estará invisível no céu nos próximos dias, pois o brilho do Sol, de quem está muito próximo, vai escondê-lo. Crédito: Andrei Armiagov – Shutterstock. Edição: Olhar Digital

Na aproximação máxima com o Sol, Mercúrio vai estar em uma separação de apenas 2°08′  do astro, tornando-se inobservável por um longo período, enquanto estiver imerso na luminosidade solar. Essa fase marca o “desaparecimento” do planeta no céu noturno e sua transição para se tornar um objeto matinal nas próximas semanas.

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Quando Mercúrio volta a aparecer no céu?

Mas, quando ele volta a poder ser observado? Segundo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital,  Mercúrio retorna à paisagem celeste junto com o novo ano: em 1º de janeiro de 2024.

Mercúrio também passará pelo perigeu – seu ponto mais próximo da Terra – quase ao mesmo tempo, atingindo uma distância de 0,68 Unidades Astronômicas (UA) do nosso planeta.

Isso significa que o menor planeta do Sistema Solar estará a “apenas” 101,2 milhões de km de distância da Terra, o que o deixaria muito maior às nossas vistas, caso pudesse ser observado.