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A globalização fez com que nossa comunicação via internet se tornasse móvel. Já passamos pelo 1G, 2G, 3G, 4G e estamos no (meio do) 5G, com o 6G já sendo estudado para implantação futura. Contudo, ao menos no Brasil, temos visto mais dificuldade para transformar a tecnologia como padrão no País.

Esse é o tema desta reportagem especial do Olhar Digital. Vamos abordar os principais aspectos do 5G, como as dificuldades de implantação plena no Brasil, os planos acerca da tecnologia e, sob a ótica de especialistas e das principais operadoras de telefonia, se 2024 será o ano do 5G.

Leia mais:

O que é o 5G?

  • O 5G é a quinta geração de internet móvel do mundo;
  • Ele pode superar 10 Gbps de velocidade, sendo supostamente 100 vezes mais rápido que o 4G (que chega a 100 Mbps);
  • Ele começou a ser implementado em alguns países em 2019;
  • No Brasil, empresas, como TIM, Vivo e Claro estabelecem, em seus contratos, que o 4G tem velocidade nominal de 10 MB/s;
  • No ano passado, a média da velocidade de download da rede no País foi de 446,9 MB/s e 336 MB/s de upload.

No Brasil, o 5G começou a aparecer com mais força em 2022, quando a Anatel definiu que todas as capitais brasileiras e o Distrito Federal (DF) deveriam possuir a tecnologia a partir de 29 de setembro daquele ano.

Até então, somente 99 municípios brasileiros (menos de 2% do total) tinham leis de antenas condizentes com o 5G, com, pelo menos, dez vezes mais municípios para que o 5G fosse implementado de forma plena no Brasil.

A lei que gere as antenas e que tenta eliminar a burocracia e o gargalo no Brasil é a Lei Geral de Antenas (Lei Federal nº 13.116/2015).

Benefícios

Segundo David Pereira, líder da TGT Consult/ISG, além de diminuir o download de arquivos de minutos para meros segundos, o 5G tem muita importância para outras situações do cotidiano.

Ele ajuda no rastreamento de dispositivos móveis, caminhões, cargas, objetos e, inclusive, pessoas. A latência (intervalo entre a disponibilização da informação e a chegada dela no dispositivo) é de quase zero no 5G, algo bem diferente nas velocidades anteriores. Isso transforma as comunicações quase em tempo real.

A Internet das Coisas (IoT) também é beneficiada. O 5G abre portas para o crescimento do portfólio do setor, como big data, edge computing e, claro, a inteligência artificial (IA).

Voltando ao monitoramento em tempo real, ele compete com os serviços de satélite por ser mais rápida e permite às empresas de logística acompanhamento mais apurado de seus veículos e cargas.

Quem também se beneficia é o agronegócio, no qual se encaixa as soluções de IoT, enquanto na saúde, o monitoramento de pacientes quase em tempo real é uma benesse.

Imagem: Rodrigo Mozelli (gerada com IA)/Olhar Digital)

Desafios e percalços

Contudo, nem tudo são flores. A implementação do 5G no Brasil caminha a passos lentos e, segundo especialistas, há uma série de motivos para isso ocorrer.

Para João Paulo Couto, CEO da Myio, empresa voltada para soluções IoT, alguns dos desafios da tecnologia são a falta de recursos e infraestrutura adequada para implementação.

“Há também barreiras legais e jurídicas que dificultam a sua chegada em alguns pontos do País, além do custo elevado para os consumidores, que, em alguns casos, terão que trocar de aparelho para sentir o efeito de seus benefícios”, pontua.

De fato, a questão da troca de aparelhos para o usuário sentir a diferença é algo real. Afinal, parte dos modelos de smartphones disponíveis no mercado ainda não são compatíveis com a tecnologia 5G.

No mundo, a Xiaomi foi a primeira a lançar um smartphone compatível com o 5G: o Mi Mix 3, em outubro de 2018. Já no Brasil, os Motorola Edge e Edge+, em 2020, foram os primeiros a desembarcar com a tecnologia.

Marcos Ferrari, presidente-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel, Celular e Pessoal (Conexis), explica que, de 2022 para cá, houve implantação do 5G em mais de 300 cidades. “O 5G está avançando a velocidade maior do que avançou, por exemplo, o 4G”, defende.

O avanço da tecnologia, claro, depende de outros fatores, como acesso a dispositivos com acesso 5G e, também, investimentos de outros setores econômicos em aplicações que usam o 5G. Nesse ponto, é importante destacar que a grande revolução tecnologia virá de aplicações em telemedicina, ensino à distância, indústria 4.0, cidades inteligentes, entre outras.

Marcos Ferrari, presidente-executivo do Conexis

Ferrari aponta, ainda, que outro fator que atrapalha o avanço do 5G em nosso país é a dificuldade enfrentada pelas empresas para instalar antenas compatíveis. “Muitas cidades ainda têm leis de antenas desatualizadas. Menos de 10% dos municípios têm leis de antenas aderentes à Lei Geral de Antenas, com regras claras e simplificadas para a instalação de infraestrutura de telecom”, detalha.

Para Pereira, um desafio importante a se destacar para o avanço do 5G é a segurança, pois a tendência é que tenhamos cada vez mais dispositivos conectados à rede, aumentando, consequentemente, o número de alvos para ataques cibernéticos em potencial.

O diretor-executivo de Negócios Infinix na Positivo, Rivelino Gama, também opinou sobre o tema. “Para nós, da indústria de fabricantes de celulares, significa ciclo de renovação e novidades. Trata-se de oportunidade para novas ideias serem postas em prática. É verdadeiro impulsionamento tecnológico que nos permite acelerar o desenvolvimento de ferramentas, até então, ‘futurísticas'”, explica.

Para ele, ainda há “longo caminho a ser percorrido” pelo 5G até que ele esteja plenamente estabelecido em nosso país. “É papel das grandes empresas desenvolvedoras de aparelhos tecnológicos atentarem-se às ofertas de novos produtos que estimulem no brasileiro a vontade de possuir velocidade 5G, tanto para o uso pessoal quanto para quem quer avançar nos negócios”, ressalta.

Não podemos deixar de lado a importância de se atentar ao fato de o 5G ainda não ser o principal motivo de escolha do brasileiro por um aparelho. É fundamental que o mercado nacional entenda bem essa realidade e, além de ter portfólio que atenda a estes principais motivos no cenário mais curto, forneça insumos para que o assunto vá se tornando presente para esses consumidores. E tudo isso passa pelo investimento contínuo e crescente em tecnologia.

Rivelino Gama, diretor-executivo de Negócios Infinix na Positivo

Discussões sobre o tema

Em 2023, o 5G esteve em voga no 23º Futurecom, que aconteceu entre 3 e 5 de outubro, em São paulo (SP). Entre os temas discutidos, estiveram a implantação do 5G e até o futuro 6G no Brasil.

Nos diversos painéis do evento, outras temáticas estiveram em discussão: IA, fair share, soluções digitais, segurança cibernética e conectividade.

Em pesquisa divulgada no evento pela Omdia, o Brasil está em terceiro lugar quando se trata de mercado de telecomunicações das américas, sendo o oitavo mundialmente falando. Contudo, apenas 5,3% das conexões são 5G.

“No 5G, as teles investiram muito na construção das redes. Agora, é a hora de focar em inovação na parte de serviços. Essa virada de chave precisa acontecer”, destaca Ari Lopes, gerente sênior da Omdia, conforme relata o Metrópoles.

O levantamento também espera que, mundialmente, o número de assinaturas 5G salte de 48,8 milhões (número do fim de 2022) para 501,3 milhões em 2027.

As receitas globais no setor de redes 5G privativas também devem ter crescimento sólido, indo de US$ 548 milhões (R$ 2,67 bilhões) em 2022 para US$ 6,89 bilhões (R$ 3,36 trilhões) em 2027.

Imagem: Rodrigo Mozelli (gerado com IA)/Olhar Digital

Regras do 5G no Brasil

Quanto às regulamentações para o funcionamento do 5G no Brasil, o governo tem trabalhado mais. Em outubro do ano passado, o Ministério das Comunicações anunciou o ConectaBr, que, entre outras novidades, estabeleceu velocidades mínimas de download não só para o 5G, mas também para o 4G.

Abaixo, entenda o que propõe o ConectaBr:

  • Pelo menos 95% das áreas cobertas com 5G devem atingir “preferencialmente” 100 Mbps em testes de velocidade de download;
  • A mesma regra vale para o 4G, com a diferença de que a velocidade mínima será de 10 Mbps nas medições;
  • Conforme a portaria, o índice atual é de 80% com níveis de qualidade adequados;
  • O novo indicador será verificado após a implementação de metas determinadas no programa;
  • “É ampliação significativa que vai impor às operadoras investimentos em infraestrutura e melhorias no serviço”, ressaltou, à época, Juscelino Filho, Ministro das Comunicações;
  • Haverá, ainda, sanções a serem aplicadas pela Anatel para prestadoras que não atingirem as metas.

A Anatel também divulgará “medições de qualidade do serviço de banda larga móvel” em vários canais de comunicação e estimular o compartilhamento das infraestruturas entre as operadoras e demais prestadoras.

Prevê-se, ainda, a criação de plano de fiscalização para que a cobertura e qualidade dos serviços siga adequada.

Quantidade de antenas disponíveis

O Conexis guarda dados com todas as antenas disponíveis no Brasil, com atualização em novembro. Como podemos ver abaixo, São Paulo é o estado com mais antenas instaladas: 5.421, seguido por Rio de Janeiro (2.795) e Minas Gerais (1.241). Hoje, o estado com menos antenas 5G instaladas é Roraima, com 43. No total, o Brasil conta com 17.781 antenas 5G. São 83.600 antenas 4G no Brasil, mostrando o percalço que o 5G ainda precisa vencer.

Veja, abaixo, a lista completa dos estados e a quantidade de antenas 5G instaladas em cada um deles:

  1. São Paulo: 5.421;
  2. Rio de Janeiro: 2.795;
  3. Minas Gerais: 1.241;
  4. Distrito Federal: 1.140;
  5. Paraná: 803;
  6. Ceará: 796;
  7. Bahia: 743;
  8. Rio Grande do Sul: 652;
  9. Pernambuco: 597;
  10. Goiás: 583;
  11. Pará: 460;
  12. Santa Catarina: 384;
  13. Amazonas: 299;
  14. Espírito Santo: 209;
  15. Mato Grosso do Sul: 204;
  16. Mato Grosso: 196;
  17. Rio Grande do Norte: 171;
  18. Alagoas: 164;
  19. Maranhão: 160;
  20. Paraíba: 160;
  21. Piauí: 155;
  22. Sergipe: 131;
  23. Rondônia: 86;
  24. Amapá: 69;
  25. Tocantins: 64;
  26. Acre: 55;
  27. Roraima: 43.

Imagem: Rodrigo Mozelli (gerada com IA)/Olhar Digital

Mais 5G para mais cidades em 2024

Até outubro de 2023, 2.024 cidades tinham sido aprovadas para receber a faixa 5G, com previsão do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz (Gaispi) de que, até o fim deste ano, 3.623 municípios recebam o sinal 5G.

Contudo, vale lembrar que depende das operadoras de telefonia que o 5G seja implementado nessas cidades. Até 30 de junho de 2024, mais 636 municípios deverão ter as faixas liberadas.

Conforme citado mais acima, a Omdia divulgou relatório na Futurecom 2023. Além das informações citadas acima, até 2027, o 5G deverá representar 61% dos acessos no Brasil. Em julho de 2023, a rede chegou aos dez milhões de acessos, chegando a crescer dez vezes até 2027, segundo o relatório.

O levantamento, apontou ainda que o crescimento da rede seria motivado pela rápida expansão da rede e pelo lançamento de novos aparelhos que possuam a tecnologia. E o que dizem nossos entrevistados?

Para Couto, da Myio, o crescimento do 5G em 2024 depende de alguns fatores. “A implementação bem-sucedida de qualquer tecnologia depende de variedade de fatores, incluindo avanços tecnológicos, regulamentações governamentais, adoção do mercado e aceitação do consumidor. No caso do 5G, embora existam desafios, a tecnologia tem o potencial para transformar muitos setores, incluindo telecomunicações, saúde, educação e transporte. No entanto, é importante notar que a implementação de uma nova tecnologia geralmente leva tempo e o 5G não é exceção. Portanto, embora possamos ver progressos significativos em 2024, a adoção total do 5G pode levar mais tempo”, explica.

Ferrari, do Conexis, ressalta que o 5G necessita de cinco a dez vezes mais antenas que o 4G, “por isso, é preciso regras claras e simplificadas para a instalação das infraestruturas do 5G. Legislações desatualizadas constituem obstáculo significativo para a implementação e difusão bem-sucedidas dessa tecnologia, que é essencial para o êxito do processo de digitalização do País”.

Diferente de Couto e outros especialistas, Ferrari e o Conexis têm visão mais “otimista” acerca da tecnologia. “Nossa avaliação é de que a tecnologia já deu certo. O 5G já é realidade e vai continuar avançando com investimentos significativos das operadoras, que, ao longo dos últimos anos, apesar do aumento da concorrência e da queda na receita bruta, têm mantido o nível de investimentos”, salienta.

5G brasileiro é um dos mais velozes do mundo

Um relatório da Ookla Speedtest liberado no fim de dezembro indica que a velocidade do 5G brasileiro aumentou 1,4 vezes no ano passado, quando comparado com 2022.

Dessa forma, o Brasil assumiu a quinta colocação no top dez das velocidades 5G mais rápidas do mundo em 2023. A média de velocidade em nosso país foi de 312,09 Mbps para 443,93 Mbps.

Em primeiro lugar, estão os Emirados Árabes Unidos reivindicando o primeiro lugar, superando a Coreia do Sul. Malásia, Índia e República Dominicana também fizeram avanços significativos.

Imagem: Suwin66/Shutterstock

O que dizem as operadoras de telefonia brasileiras?

Para que o 5G evolua cada vez mais, é preciso que governo e operadoras de telefonia e internet andem em sincronia. Por conta disso, o Olhar Digital consultou TIM, Vivo e Claro, três das maiores no segmento, para saber o que já foi feito pela tecnologia e o que elas projetam para 2024.

Vale lembrar que, desde abril de 2022, quando a Oi concluiu a venda de seu segmento de telefonia móvel para suas três principais concorrentes, não está mais no mercado de telefonia celular, ficando de fora desta lista.

Vivo

Em nota, a Vivo informa que o 5G da companhia está disponível em 147 municípios brasileiros até o momento. Além disso, a tecnologia já está em todas as capitais do País e em cidades que possuem mais de 500 mil habitantes, seguindo “em rápida ampliação para os munícipios acima de 200 mil habitantes”.

Sobre o avanço na implantação do 5G, a operadora controlada pela Telefônica ressalta que “a expansão da rede 5G para outras regiões é gradual e evolui de acordo com capacidades técnicas, demanda e autorizações para instalações de antenas”.

Já sobre os investimentos realizados até o momento, a Vivo destaca que, só em 2023, gastou R$ 9 bilhões para expandir a rede móvel, bem como a infraestrutura de fibra óptica “e consolidar amplo ecossistema digital em parceria com as principais marcas do mercado”.

Quando se fala em 2024, a operadora informa que seguirá expandindo sua rede e “consolidando sólida vantagem competitiva para o 5G à medida que expandimos de forma única nossa presença de fibra no Brasil, principal condição para fornecer cobertura e qualidade de quinta geração”.

Claro

Já a Claro respondeu aos questionamentos por meio de seu CEO para a unidade de Consumo e PME, Paulo César Teixeira.

“Hoje, já cobrimos 205 cidades com a tecnologia. E, segundo dados da Anatel, estamos na liderança com 7,2 milhões de acessos à quinta geração, o que representa 37,7% de participação de mercado”, ressalta Teixeira.

Sobre os incentivos à tecnologia, o CEO destaca os seguintes pontos: “Para impulsionar cada vez mais a tecnologia, além de ampliar a disponibilidade do Claro 5G+ à frente do cronograma de implementação estabelecido pela Anatel, a Claro ainda incentiva os fornecedores do setor a produzirem telefones com valores mais acessíveis, colaborando fortemente para democratização e aceleração da adoção do 5G.”

Segundo o executivo, atualmente, 100% dos aparelhos disponíveis no portfólio da Claro são 5G. Além disso, em regiões cobertas pelo Claro 5G+, por exemplo, “compramos para nossos pontos de vendas somente smartphones compatíveis com a tecnologia. E o cliente ainda pode adquirir aparelho com oferta especial nos planos pós-pagos e com opção de parcelamento a longo prazo”.

Quantos aos números do 5G em 2023, a Claro informa que fechou o ano com cerca de seis mil estações 5G. “E, com um ano e meio da implementação da tecnologia, notamos que a adoção do 5G está muito mais rápida do que as gerações anteriores e, diante dessa demanda crescente, estamos entusiasmados e realizando investimentos constantes, sempre com foco em oferecer a melhor experiência aos nossos clientes”, explana Teixeira.

A operadora indica que, em grandes cidades, o tráfego 5G+ nas regiões qie possuem cobertura supera 20%, sendo que, por exemplo, em São Paulo (SP) e Recife (PE), o percentual passa de 25%.

Contudo, o 5G, apesar de caminhar bem no Brasil, ainda está em fase muito inicial – está descobrindo suas vocações. As possibilidades são inúmeras e até ainda não imaginadas. Em agosto de 2023, a Claro trouxe os primeiros planos de internet móvel 5G como acesso fixo sem fio, com velocidades de até 1 Gbps, disponível em São Paulo (SP), Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF), e terá expansão gradativa para as demais regiões do Brasil.

Paulo César Teixeira, CEO para a unidade de Consumo e PME da Claro, em nota enviada ao Olhar Digital

Por fim, sobre o futuro do 5G, Teixeira indica que a companha crê o crescimento da tecnologia, bem como de segurança digital, nuvem, IA e IoT seguirão em alta, impulsionando os negócios.

“E, como conectividade gera dados e dados são combustível para a IA, cada vez mais teremos soluções e aplicações habilitadas por essa nova tecnologia”, completa.

TIM

Por sua vez, a TIM afirmou ter cerca de 45% das antenas da tecnologia licenciadas no Brasil, alcançando mais de 200 cidades e 52% da população urbana. “No trimestre [passado], Fortaleza se juntou a Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Recife e Salvador no grupo de capitais que possuem rede 5G da TIM em todos os bairros”, informa a nota enviada ao Olhar Digital.

A companhia destacou ainda que o último relatório da Opensignal sobre o ranking das melhores operadoras 5G mundiais, que indicou o 5G da TIM em quinto lugar no ranking de maiores velocidades 5G do mundo.

“A companhia é destaque na categoria que engloba operadoras atuantes em mercados cujo tamanho geográfico é superior a 200 mil Km², sendo líder em ‘evolução da disponibilidade do 5G’, com aumento expressivo de 559,8%. Isso significa que a TIM foi a operadora que mais expandiu o serviço e garantiu a acessibilidade e a presença da rede 5G para seus clientes”, afirma a companhia.

Sobre suas iniciativas para fomentar o consumo 5G no Brasil, a TIM destacou o “Test Drive TIM”, que permite a degustação de seus serviços de forma gratuita, além da ativação de pacote de 30 GB de internet e outros benefícios por 30 dias para quem possui smartphones com eSIM e que não sejam cliente TIM nos últimos seis meses.  

E no mundo?

O relatório da Ookla Speedtest ainda apontou que a velocidade do 5G ao nível global aumentou 20%. Em 2022, a média de download era de 168,27 Mbps. Em 2023, saltou para 203,04 Mbps. Isso mostra que a média de velocidade de download do 5G brasileiro já está acima da média mundial.

Quanto ao acesso à tecnologia, um relatório de novembro de 2023 da União Internacional das Telecomunicações (UIT), braço da ONU, apontou que houve melhora nos índices de conectividade global, especialmente do 5G.

Todavia, ainda há grandes barreiras quanto ao assunto se compararmos os países mais desenvolvidos com os menos desenvolvidos.

Em 2022, por exemplo, os países ricos tiveram média mensal de utilização de 11 GB por assinatura de banda larga fixa, ante 1 GB de países de baixa renda.

Ainda segundo o relatório, 40% da população mundial tem acesso ao 5G. Apesar de ainda não estarmos nos 50%, é destacável que esse é o maior patamar desde a implantação comercial da tecnologia, realizado em 2019, conforme citado anteriormente.

Vale ressaltar, contudo, que, enquanto 89% de pessoas em países de alta renda têm 5G, o serviço é quase ausente nos países mais pobres.

Também liberada em novembro, uma pesquisa da GSMA, rupo internacional que representa mais de mil operadoras e fabricantes de telefonia móvel de 220 países do mundo, apontou que o trafego de dados móveis deve triplicar na Europa até 2028, impulsionado especialmente pelo 5G, que tem pressionado por investimentos em redes de internet.

Em 2022, o tráfego de dados móveis em smartphones na Europa Ocidental foi de 20 GB por mês. Em 2028, espera-se que a quantidade salte para 56 GB. Nas regiões Central e Oriental do continente, o valor deve ir de 14 GB para 37 GB.

Até 2030, espera-se que as operadoras de internet móvel europeias invistam 198 bilhões € (R$ 1,05 trilhão) para atualizar suas redes. Entre elas, vale citar que Orange e Telefônica, por exemplo, vêm pressionando, Microsoft, Google, Netflix, Amazon e Meta para auxiliar nos custos da implementação do 5G e banda larga no território, já que boa parte do tráfego de dados vem delas.

Por enquanto, 6G está distante no horizonte; 5G e 5,5G seguirão em voga (Imagem: Dilok Klaisataporn/Shutterstock)

6G? Que nada! Por ora, é o 5,5G quem vem

O futuro da conexão móvel, por enquanto, vê o 6G distante. Enquanto o mundo corre e luta para disseminar cada vez mais o 5G, a bola da vez parece ser o 5,5G, assim como foi com o 4G, que também teve sua versão “aprimorada”.

Conforme lido acima, a Claro, por exemplo, já está liberando o 5,5G, denominado Claro 5G+. O 5,5G promete velocidade de até 10 Gbps, podendo levar à novas tecnologias, como a realidade virtual (RV) profissional.

No mundo, a chinesa Huawei está entre as empresas mais comprometidas em melhorar o 5G. Conforme nesta matéria, o CEO da Huawei no Brasil, Sun Baocheng, além de prever a velocidade do 5,5G, informou que a tecnologia terá auxílio da IA e o uso de fibra óptica para a criação de redes fixas.

Para o executivo, a futura 5,5G será fundamental para tecnologias, como fibra óptica, IPv6, IA e nuvem, que devem crescer nos próximos anos.

Sobre o 5G atual, a Huawei entende que a tecnologia não entregou o que foi prometido. Documento publicado pela SK Telecom apontA alguns erros cometidos na implementação do 5G, incluindo promessas feitas por marketing que não chegaram ao público. Leia mais sobre o assunto aqui.

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