Na segunda-feira (8), haverá um eclipse solar total – um dos eventos astronômicos mais espetaculares que existem. Na ocasião, o fenômeno poderá ser visto ao longo de uma faixa que abrange três estados do México, 15 dos EUA e quatro do Canadá, de acordo com a NASA. Mas, e lá do espaço? Será que o eclipse também poderá ser observado?

O caminho da totalidade do eclipse de 8 de abril de 2024. Crédito: Michael Zeiler/GreatAmericanEclipse.com

Sobre o eclipse solar:

  • Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol lançando uma sombra sobre determinada área do planeta e bloqueando total ou parcialmente a luz solar;
  • Existem três tipos mais conhecidos desse fenômeno: parcial, anular e total;
  • Há ainda um quarto padrão, mais raro, que praticamente mistura todos eles: o eclipse solar híbrido (como o que aconteceu em abril do ano passado);
  • No dia 8 de abril, acontecerá um eclipse solar total, que será visível na América do Norte.

Astronautas terão visão privilegiada do eclipse solar total

Segundo a NASA, os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) terão uma visão exclusiva do eclipse. “Eles poderão ver correndo pela Terra a sombra projetada pela Lua”, disse a ex-astronauta Pam Melroy, atual vice-administradora da agência, em uma entrevista coletiva concedida na quinta-feira (28).

Em um comunicado, a NASA diz que a trilha atual da ISS sugere que os astronautas terão três oportunidades de assistir ao fenômeno. Eles verão a sombra projetada por um eclipse parcial sobre o Oceano Pacífico, um parcial acima da Califórnia e Idaho, e talvez a totalidade sobre os estados do Maine e New Brunswick. 

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Representação artística da Estação Espacial Internacional na órbita da Terra durante o eclipse solar. Crédito: Muratart – Shutterstock

Os tripulantes da ISS não serão os únicos a ver o eclipse a partir da órbita da Terra. Duas espaçonaves da série Satélites Ambientais Operacionais Geoestacionários (GOES), que é operada em conjunto pela NASA e pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), usarão imageadores ultravioletas para observar o Sol, conforme revelado na webconferência da semana passada. 

Os satélites GOES-16 e do GOES-18 capturarão o disco da Lua passando na frente do Sol, enquanto os imageadores de linha de base avançados a bordo deles rastrearão a sombra da Lua.

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Embora sejam bem treinados para fazer fotos de eventos dinâmicos, os astronautas a bordo da ISS enfrentam um desafio importante, que é a órbita do complexo orbital. De vez em quando, uma das cápsulas ancoradas precisa acionar os motores para dar um “empurrão” na ISS, a fim de ajustar o trajeto.

Isso significa que, se um ajuste desse precisar ser feito de última hora (inclusive para evitar colisões em detritos espaciais, se necessário), esse procedimento será colocado em prática. Por isso, os astronautas não têm como saber sua localização exata durante o eclipse até as vésperas do evento.