Itália e Coreia possuem tática diferente para conter coronavírus

Itália e Coreia do Sul usam táticas diferentes para conter Covid-19

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 13/03/2020 09h56
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Juntos, países apresentam mais de 23 mil casos e 1.083 mortes

A Itália e a Coreia do Sul estão entre os países com mais casos confirmados de Covid-19. No país europeu, são 1.063 mortes e mais de 15 mil casos registrados. Já no asiático, foram 67 mortes e quase 8.000 infectados. Apesar de terem sido atingidos pelo vírus no mesmo período, os países possuem números muito distantes, e o método de teste e prevenção adotado por ambos pode explicar tal diferença.


Na Itália, as autoridades iniciaram os testes em um número amplo de pessoas, mas depois reduziu o foco para não precisar processar centenas de milhares de testes. Foram mais de 73 mil provas realizadas. Além disso, o país instaurou uma quarentena absoluta em todo território, permitindo viagens apenas por razões de trabalho ou saúde. Todos os eventos e reuniões públicos foram suspensos, incluindo funerais e casamentos.

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O país possui cerca de 5.000 leitos de UTI, mas parte deles já está sendo utilizada por pessoas com outras doenças respiratórias. O governo já solicitou um aumento de pelo menos 50% desse número. A Itália tem aumentado seus esforços para conter o coronavírus, mas, de acordo com Pier Luigi Viale, chefe da unidade de doenças infecciosas do hospital Sant’ Orsola-Malpighi, em Bolonha, se o surto durar semanas ou meses, os hospitais vão precisar de mais reforços.

Tática da Coreia do Sul

Já a Coreia adotou outra tática. O país asiático testou mais de 222 mil pessoas. Alguns epidemiologistas afirmam que o teste agressivo e contínuo é uma ferramenta poderosa para conter o vírus. O governo local instaurou alguns pequenos bloqueios, porém não fechou nenhuma região completamente. Seul diz que utilizou sua experiência anterior com o surto de Síndrome Respiratória do Oriente Médio, em 2015.

Também foi decretada uma lei para dar aos governantes autoridade para acessar diversos dados da população, como rastreamento GPS de smartphones e carros, transações com cartão de crédito, informações de entrada de imigração e outros detalhes de quem foi confirmado com o vírus. Esta medida também ajuda os hospitais a controlar o fluxo de casos. No país, as pessoas confirmadas com Covid-19 são colocadas em quarentena na própria casa, monitoradas remotamente por um aplicativo ou ligações, até que um leito fique disponível.

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Por conta do alto número de testes, cerca de 18 mil ainda esperam o resultado, o que pode fazer com que os números subam drasticamente. O pico da doença já passou no país, mas as autoridades tentam evitar que outros grupos sejam atingidos. Para Kim Gang-lip, vice-ministro da Saúde e Bem-Estar, a abordagem de bloqueios “é de mente fechada, coercitiva e inflexível”, diminuindo o rastreamento de contatos que um infectado pode ter tido.

Não há uma forma correta de conter o coronavírus e os países têm adotado métodos diferentes para tal. A China, epicentro da epidemia, conseguiu conter o surto com medidas drásticas. Portanto, cada governo deve entender qual forma se adequa melhor para seu país, sua infraestrutura e cultura.

Enquanto o Covid-19 não é contido, já são mais de 135 mil casos e quase 5.000 mortes confirmadas, como pode ser visto em diversos mapas interatívos.

Via: Reuters


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