Empresas pedem que leilão do 5G no Brasil não atrase

Leilão está previsto para o 1º trimestre de 2020; emissoras de TV pedem que sinal não interfira nas parabólicas

Vinicius Szafran, editado por Matheus Luque 27/11/2019 17h05
5G Brasil
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Empresas fabricantes de celulares pediram, em audiência pública na Câmara dos Deputados, que o leilão do 5G no Brasil não atrase. Previsto para o primeiro trimestre do próximo ano, o assunto foi pauta na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional nesta quarta-feira (27).


De acordo com Karla Crosara, superintendente executiva da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o edital do 5G aguarda votação no conselho diretor da agência, o que deve ocorrer ainda neste ano. Crosara garantiu que o edital terá instrumentos para massificar a banda larga no Brasil, com compromissos de abrangência em localidades que hoje não têm 4G. Segundo ela, mais de 65% dos municípios do país já utilizam a tecnologia 4G, mas localidades fora das principais sedes ainda usam o 3G.

Por sua vez, a representante da organização da sociedade civil Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, Marina Pita, defendeu que seja promovida uma política de desenvolvimento da indústria nacional. Segundo ela, o padrão atual do Brasil é de dependência tecnológica de outros países, e a Anatel vem absolvendo as empresas de obrigações fixadas nos editais do 4G de investir em tecnologia nacional.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Já o representante da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), Wender Souza, alegou que a tecnologia 5G vai interferir na transmissão da TV aberta por parabólicas (chamado de TVRO), por conta das faixas do espectro de radiofrequências determinadas pela Anatel para o 5G. Ele apontou uma solução para isso, que deveria, em sua visão, ser contemplada no edital do leilão: a agência pode migrar a faixa de frequência do serviço de TVRO ou determinar a distribuição de equipamentos para adaptar a recepção para a população.

As empresas, no entanto, têm uma visão diferente. Tiago Machado, representante da sueca Ericsson, nega a interferência do 5G no sinal das parabólicas e garantiu que grande parte dos equipamentos vendidos no Brasil são fabricados no país. Ele avalia que, até o fim deste ano, já serão 13 milhões de conexões 5G no mundo e espera que sua chegada ao Brasil não atrase.

O presidente da Qualcomm para a América Latina, Rafael Steinhauser, também pediu agilidade na licitação. Segundo ele, a performance de download e streaming é até 95% melhor do que no 4G. Ele comparou o 5G à eletricidade em relação às transformações que a tecnologia pode trazer.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), presidente do colegiado e quem propôs o debate, também pediu pressa para a implantação da tecnologia e avaliou que podem ser necessários subsídios para que todos os brasileiros "andem juntos", não deixando camadas da população sem acesso ao 5G.

Representando a Huawei no país, Atilio Rulli garantiu que a empresa trabalha com segurança cibernética e é 100% privada, ao ser questionado pelo deputado Marcio Marinho (Republicanos/BA) sobre a ligação da companhia com o governo chinês.

Via: Portal da Câmara dos Deputados

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