CEO do TikTok pede ajuda a Facebook e Instagram para evitar banimento

Aplicativo será proibido nos EUA a partir de domingo (20)

Vinicius Szafran, editado por Daniel Junqueira 18/09/2020 18h55
TikTok
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Em meio à confusão gerada pelo possível banimento de seu aplicativo dos Estados Unidos, a CEO interina do TikTok, Vanessa Pappas, pediu ao Facebook e ao Instagram para "aderir publicamente ao nosso desafio e apoiar o nosso litígio". A proibição do TikTok começa a valer no próximo domingo (20), após determinação do presidente Donald Trump.


A nova ordem foi emitida na manhã desta sexta-feira (18) pelo Departamento de Comércio, proibindo que as pessoas baixem TikTok ou WeChat a partir do dia 20 de setembro. O app continuará a funcionar nos EUA para quem já o tiver instalado, mas novos downloads não serão mais permitidos.

O apelo de Pappas veio por meio de uma resposta a um tuíte de Adam Mosseri, chefe do Instagram, que afirmou que "a proibição do TikTok nos Estados Unidos seria muito ruim para o Instagram, Facebook e a internet de forma mais ampla". Pappas então completou dizendo que este é o momento de "colocar nossa competição de lado e focar em princípios fundamentais como liberdade de expressão e devido processo legal". A mensagem de Pappas chega em meio a rumores de que o cofundador do Instagram, Kevin Systrom, está em negociações para substituir Kevin Mayer, CEO do TikTok.

O governo Trump decidiu pelo banimento do TikTok no início deste ano, devido a questões de segurança de dados. O país então exigiu que a ByteDance, controladora do app, vendesse suas operações nos EUA para uma empresa local até 15 de setembro, ou o TikTok seria banido permanentemente.

Atualmente, a empresa tenta negociar um acordo com a Oracle para sua venda. Além disso, o TikTok também abriu um processo contra Trump em agosto, argumentando que a ordem do presidente não apresentava nenhuma evidência de que o TikTok de fato é uma ameaça à segurança nacional.

Porém, seguindo a ordem do Departamento de Comércio, a empresa emitiu uma declaração observando que já "se comprometeu com níveis sem precedentes de transparência adicional e responsabilidade, muito além do que outros aplicativos estão dispostos a fazer". O comunicado acrescenta que o TikTok já planeja trabalhar com um provedor de tecnologia norte-americano, que ficaria "responsável por manter e operar a rede TikTok nos EUA, que incluiria todos os serviços e dados que atendem aos consumidores dos EUA".

"Continuaremos a desafiar a ordem executiva injusta, que foi promulgada sem o devido processo legal e ameaça privar o povo americano e as pequenas empresas em todos os EUA de uma plataforma significativa para voz e meios de subsistência", diz a nota.

Via: The Verge

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