Siga o Olhar Digital no Google Discover
Na segunda-feira (25), o ex-embaixador dos Estados Unidos no Marrocos, Marc Ginsberg, processou a Alphabet — dona do Google — no tribunal da Califórnia, exigindo a remoção do aplicativo Telegram da Play Store por facilitar a disseminação de discursos de violência, extremistas e antissemitas.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
Segundo Ginsberg, o Telegram têm sido utilizado como palco para ameaças, encorajamento e coordenação de violências racistas, principalmente após a morte de George Floyd e da posse do novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
A ação exige que a empresa de Sundar Pichai adote o mesmo critério usado para banir o aplicativo Parler de sua loja, acusado de ser uma das plataformas usadas para a organização do ataque ao Capitólio, nos EUA, no início do mês.
Os banimentos do Parler, tanto na Apple Store quanto no Google Store, podem ter provocado a migração de muitos usuários para o Telegram, reconhecido por ser uma alternativa de comunicação segura. Segundo o processo, existe até um canal no app chamado “refugiados do Parler”.

“O Google não tomou nenhuma ação contra o Telegram comparável à ação que tomou contra o Parler para obrigar o Telegram a melhorar suas políticas de moderação de conteúdo”, diz o processo de Ginsberg.
O processo também acusa o Telegram de atuar como plataforma para comércio de entorpecentes, como LSD e cocaína.
Adeus, Telegram?
No último dia 17, a Apple também foi processada e pressionada para retirar o Telegram da App Store. A ação foi movida por Ginsberg e por um grupo chamado Coalização Para Uma Web Mais Segura (do inglês Coalition for a Safer Web), responsável por pressionar empresas de tecnologias a adotarem ações mais assertivas contra conteúdos considerados extremistas em suas plataformas.
Os motivos foram os mesmos: os autores da ação alegam que o Telegram não consegue controlar os discursos odiosos e extremistas em seu app e cabe à Apple retirar o aplicativo de sua loja, tendo em vista que os termos de serviço da plataforma não estão sendo respeitados.

Na semana passada, Pavel Durov, fundador do Telegram afirmou que a plataforma “emprega um sistema de moderação robusto” e “colabora com líderes da indústria, governos e legisladores em todo o mundo, fornecendo relatórios diários de transparência”.
O discurso parece não ter surtido efeito e os processos caem como uma bomba para o Telegram, que reportou um número considerável de novos adeptos após os novos termos de privacidade anunciados pelo seu concorrente WhatsApp.
Os processos devem paralisar o mundo inteiro e trazem uma dúvida cruel: WhatsApp e Signal seriam os próximos?
Via: Bloomberg
Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!