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Entre a derrubada do Parler e a mudança nas políticas de privacidade do WhatsApp (por enquanto, adiada) aplicativos de mensagens alternativos, especialmente os focados em privacidade, têm chamado a atenção dos usuários. Signal e Telegram, em especial, estão ganhando espaço – e o topo da lista de downloads.

Mas o quanto WhatsApp, Telegram e Signal são seguros? Qual o nível de proteção à sua privacidade. Antes de mais nada, é preciso explicar que há uma diferença entre “segurança” e “privacidade”. Segurança significa proteger seus dados contra acesso não autorizado, e privacidade significa proteger sua identidade, independentemente de quem tem acesso a esses dados.

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Dito isso, o mais seguro e privativo é o Signal, embora comparado aos concorrentes lhe faltem recursos e um design de usabilidade melhor. Todos os três são aplicativos têm recursos de chat em grupo, oferecem autenticação multifatorial e podem ser usados ​​para compartilhar arquivos e fotos. Signal, WhatsApp e Telegram fornecem criptografia para mensagens de texto, chamadas de voz e vídeo.

Signal

Desenvolvido em código aberto e fornecido gratuitamente pela Signal Foundation, o app já foi recomendado por Elon Musk, Jack Dorsey e Edward Snowden. Seu ponto fraco é o alcance, já que apesar da popularidade repentina nas últimas semanas, o Signal ainda é muito menos usado que os concorrentes.

O Signal chegou a sofrer com instabilidade após ganhar milhões de novos usuários. Imagem: J.K2507/Shutterstock

Ele não armazena dados de usuário, e a além de sua capacidade de criptografia, o Signal oferece opções estendidas de privacidade, incluindo bloqueios específicos, desfoque do rosto das fotos e mensagens que desaparecem automaticamente.

Bugs ocasionais, porém, provaram que a tecnologia está longe de ser à prova de balas. Mas a reputação do Signal o mantém como ferramenta preferencial para proteção de identidade. Jornais como The Guardian, The Washington Post, The New York Times e The Wall Street Journal, recomendam o uso do app para entrar em contato com seus repórteres com segurança.

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Telegram

Embora tenha se destacado como uma alternativa mais privada de app de mensagens, o Telegram vem criando para si um ambiente de rede social – graças aos seus grupos e canais. Não coleta tantos dados do usuário quanto o WhatsApp, mas ainda guarda informações que podem ser vinculados à sua identidade, como nome, número de telefone, lista de contatos e endereço IP.

Por muitos dias, o Telegram foi o app mais baixado da App Store. Imagem: Allmy/Shutterstock.com

Diferente do que acontece no Signal e no WhatsApp, as mensagens diretas do Telegram não são criptografadas por padrão. Em vez disso, você deve ativá-la nas configurações do aplicativo. As mensagens de grupo também não são criptografadas.

A empresa também já sofreu com violações e falhas de segurança. Cerca de 42 milhões de IDs de usuário e números de telefone foram expostos em março de 2020. Um bug foi explorado pelas autoridades chinesas em 2019 durante os protestos de Hong Kong. Mais recentemente, um recurso sado para encontrar pessoas por perto pode ser utilizado para definir a localização de um usuário via GPS.

WhatsApp

O nível de segurança no app de mensagens mais popular do mundo é quase igual à do Signal. Mas o protocolo de criptografia é uma das poucas partes de código do WhatsApp que são abertas – e sem acesso ao código-fonte, a privacidade do aplicativo se torna uma questão do quanto você confia no Facebook.

Com mais de dois bilhões de usuários, o WhatsApp é o mensageiro mais popular do mercado. Imagem: Rahul Ramachandram/Shutterstock

O WhatsApp também tem se histórico de hacks. O telefone de Jeff Bezos foi hackeado em janeiro de 2020 por meio de uma mensagem de vídeo na plataforma. Casos de golpistas que usam engenharia social para roubar contas dos usuários e a distribuição de malwares por meio de links são rotina.

A criptografia de ponta a ponta protege as mensagens de serem violadas, mas o WhatsApp coleta outras informações: dados de uso e publicidade, histórico de compras e informações financeiras, localização, número de telefone, lista de contatos, com quais produtos você interagiu, com que frequência usa o aplicativo – a lista é longa.

De acordo com o WhatsApp, essa coleta de dados só se aplica a alguns usuários. Por exemplo, a coleta de dados de transações financeiras seria relevante apenas para os usuários do WhatsApp no ​​Brasil, onde o serviço está disponível. “Não compartilhamos seus contatos com o Facebook e não podemos ver sua localização compartilhada”, disse um porta-voz da empresa à CNet.

Via: CNet

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