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O anúncio de que a LG Eletronics deixará o mercado de smartphones até julho deste ano já provoca os primeiros impactos no Brasil. Na noite da última segunda-feira (5), a empresa sul-coreana comunicou que vai encerrar as atividades voltadas para a fabricação de celulares em sua unidade localizada em Taubaté, no interior de São Paulo.
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“Ao longo dos anos a LG Electronics do Brasil LTDA. tem feito vários esforços para garantir a continuidade dos negócios. No entanto, com a crescente competitividade global, bem como em razão dos prejuízos acumulados no segmento de smartphones de 23 trimestres consecutivos e perdas operacionais acumuladas, a empresa decidiu encerrar suas atividades de celulares globalmente, o que resultará no encerramento desta produção na unidade de Taubaté/SP.”, divulgou, em nota ao mercado, a empresa.
Atualmente, estima-se que a fábrica da LG em Taubaté empregue cerca de 1,4 mil funcionários. Destes, 400 atuam na fabricação de smartphones e devem ser desligados até o meio do ano.
No entanto, a unidade no interior de São Paulo será apenas uma das fábricas afetadas. Isso porque outras fornecedoras da LG como Sun Tech, Blue Tech e 3C, que contam com 430 trabalhadores especializados na fabricação de componentes para celulares da companhia sul-coreana, também deverão dispensar seus funcionários.

Apenas a unidade da LG localizada em Manaus, no Amazonas, deverá sair ilesa da decisão — já que as atividades não envolvem a fabricação de celulares.
Ainda de acordo com a nota, a LG informa que já iniciou negociações com o sindicato da categoria. O objetivo é minimizar os efeitos do encerramento da divisão na unidade de Taubaté. Medidas como realocações, transferências e rescisões seguem em análise.
Segundo o comunicado, a produção de smartphones na unidade de Taubaté seguirá até o “encerramento total dos insumos locais”.
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Funcionários entram em greve
Como as negociações com o sindicato não foram finalizadas, o futuro dos trabalhadores da LG e de suas fornecedoras segue incerto. E isso, naturalmente, desencadeou uma revolta entre os funcionários.
A unidade em Taubaté, por exemplo, está em greve desde o dia 26 de março. Além disso, empregados das três fornecedoras da empresa sul-coreana anunciaram nova paralisação das atividades a partir desta terça-feira (6).

“A LG é responsável por cada posto de trabalho nessas fábricas. Vamos exigir, na luta e nos tribunais, que todos os direitos sejam garantidos. A terceirização, amplamente adotada pela empresa, tem como reflexo a precarização de direitos e insegurança jurídica”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Weller Gonçalves.