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Às vezes parece que tudo que é bom, faz mal e, conforme pesquisas são feitas em relação aos efeitos de longo prazo de alguns alimentos, essa impressão só aumenta. Um novo estudo conduzido por médicos da Universidade do Sul da California, em Los Angeles, relacionou o alto consumo de fast food com o risco de doenças neurológicas e cognitivas.

A chamada “dieta ocidental”, que é rica em sal, açúcar e gorduras, também é altamente calórica. Anteriormente, já e sabia que o consumo de alimentos com essas características, com destaque para as encontradas em redes de fast food, no início da vida estava ligada à piora da memória, incidência de ansiedade e outros problemas cognitivos. 

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Essas questões pareciam estar separadas dos impactos já documentados que são ligados ao peso, metabolismo e outras doenças, como hipertensão e diabetes. Porém, uma revisão em um estudo publicado na revista científica Frontiers in Neuroscience sugere que o impacto da dieta ocidental pode ter um impacto ainda maior sobre a saúde e o desenvolvimento neurológico. 

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Os avaliadores descobriram que ratos que têm uma dieta ocidental durante o início da vida têm mais problemas de ansiedade e memória, isso sem relação direta com o ganho de peso. 

Propensão a vícios

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Estudos anteriores ligavam a obesidade a problemas neurológicos – Shutterstock

Outro efeito adverso notado nos camundongos foi uma maior propensão a comportamentos semelhantes a vícios. Os animais começaram a desejar alimentos cada vez mais doces e gordurosos, à medida que se tornavam mais reclusos e menos sociáveis. 

“Além de ser um indicador de obesidade e disfunção metabólica, o consumo de uma dieta ocidental (WD na sigla em inglês) está relacionado a um pior desempenho cognitivo ao longo da vida”, escreveram os revisores.  

“Em particular, o consumo de WD durante estágios críticos de desenvolvimento no início da vida tem consequências negativas em várias habilidades cognitivas mais tarde na idade adulta”, completaram os especialistas. 

Embora a pesquisa com camundongos não seja a ideal, este tipo de estudo com pessoas é muito complexo, já que os humanos têm dificuldade de lembrar o que comeram e elaborar uma lista com absolutamente tudo que comeram. Contudo, ela nos dá um indicador razoável dos riscos deste tipo de dieta na saúde humana. 

Com informações do Futurism 

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