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Nesta semana, o Facebook foi acusado de censurar postagens que continham a hashtag #ResignModi, que expressa o desejo dos usuários de ver o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, abandonar o cargo. Em sua defesa, a empresa alega que as publicações não foram retiradas do ar por ordem do governo, e, sim, por um erro do sistema.

Narendra Modi, primeiro ministro da Índia: apontado como um dos principais responsáveis pela calamidade no país, devido a medidas sanitárias insuficientes. / Imagem: Wikipedia

“Nós bloqueamos temporariamente essa hashtag por engano, e não porque o governo da Índia nos pediu, e os conteúdos já foram restaurados”, informou um porta-voz do Facebook.

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A Índia tem registrado um crescimento alarmante do número de casos de Covid-19, e Modi tem sido apontado como um dos principais responsáveis, devido a medidas sanitárias insuficientes.

Dias depois de o governo indiano ter solicitado às plataformas de mídia social que retirassem cerca de 100 postagens que, segundo ele, visavam criar pânico sobre a situação da pandemia, “usando postagens e desinformação não relacionadas e altamente sensíveis”, aconteceram os bloqueios. Por esse motivo, surgiram suspeitas de censura.

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De acordo com o jornal britânico The Guardian , o bloqueio temporário do Facebook ocultou cerca de 12 mil postagens destacando a situação de pacientes e famílias que lidam com a pandemia em meio à falta de camas e medicamentos.

No ano passado, a empresa foi criticada por sua aparente inclinação ao governo liderado por Modi e por violação de sua própria política de discurso de ódio na Índia. 

Tweets também foram bloqueados

Mais de 50 postagens no Twitter também teriam sido removidas da plataforma. A maioria criticando a forma como o Estado lida com a pandemia de coronavírus. Conteúdos relacionados à escassez de medicamentos e leitos, cremações em massa e aglomeração de multidões foram alguns dos banidos.

Fonte: The Hindu