Na última quarta-feira (5), a TIM divulgou seu balanço financeiro do primeiro trimestre de 2021. O lucro líquido da empresa de telecomunicações cresceu 57,9% no período — comparado aos valores obtidos nos três primeiros meses de 2020 — e alcançou a marca dos R$ 277 milhões.

A receita líquida da empresa, por sua vez, chegou a R$ 4,34 bilhões, o que representa uma leve alta de 3% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Já o Ebtida, resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, totalizou R$ 2 bilhões — alta de 4,5% na comparação anual.

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Segundo o comunicado divulgado aos seus acionistas, o bom desempenho da TIM foi fortemente influenciado pela retomada do crescimento da receita de serviços móveis e pela manutenção da alta da receita de serviços fixos.

Embora a base de clientes de telefonia móvel da companhia tenha caído para 51,728 milhões (queda de 2,1%), o número de usuários do serviço pós-pago cresceu 2,5% e alcançou a marca de 22,219 milhões. Também foram vistas altas na quantidade de usuários 4G (salto de 12,6%) e na base de clientes TIM Live (alta de 13,3%).

Logo da TIM exibido em smartphone
Bom desempenho da receita e Ebtida impulsionam a recuperação da companhia. Foto: Alison Nunes Calazans/Shutterstock

“A receita líquida de serviços cresceu 3,3% a/a no primeiro trimestre, acelerando o seu crescimento versus trimestres anteriores. Todos os componentes de serviços contribuíram positivamente para essa aceleração. Já a receita líquida de produtos interrompeu sua trajetória de recuperação, registrando queda de 10,1% a/a no 1T21, sendo a linha mais afetada pelo fechamento de pontos de venda e redução da circulação de pessoas devido à pandemia”, notificou a empresa.

Inclusive, segundo a companhia de telecomunicações, os resultados poderiam ter sido ainda melhores, mas os impactos concentrados no mês de março devido a nova onda da pandemia de Covid-19 limitaram parcialmente os resultados.

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Mais dinheiro em caixa

Também na última quarta-feira, a TIM anunciou a venda de 51% de sua participação na FiberCo — empresa da operadora responsável por reunir os ativos de rede e prestação de serviços de infraestrutura — para a companhia IHS Fiber Brasil. Os outros 49% seguirão sob o controle da companhia.

De acordo com a divulgação, a transação renderá pouco mais de R$ 1 bilhão para a TIM. Os outros R$ 609 milhões, pagos pela IHS Brasil, serão destinados para o caixa da FiberCo.

“A expectativa é que o negócio possibilitará à companhia [TIM] ‘desconsolidar’ uma parte relevante do seu CAPEX, provocando um efeito positivo em seu fluxo de caixa”, disse o comunicado.

Os proventos dessa transação deverão reforçar o poder de fogo da TIM, inclusive, para aquisição dos ativos da Oi Móvel. A operação, no entanto, precisa ser autorizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

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