Recentemente, pesquisadores afirmaram ter encontrado fungos no solo de Marte após observar fotos antigas do rover Opportunity, da Nasa. Logo, aqueles ditos seres foram descartados como vivos. Ali não foi a primeira vez em que evidências, embora duvidosas, apontassem para a existência de vida alienígena.

Verme alienígena

O ano era 1996. Então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton anunciou que cientistas haviam encontrado possíveis restos fossilizados de microrganismos em um meteorito recuperado da Antártica em 1984. O objeto que caiu na Terra era o ALH 84001, uma das poucas rochas que o planeta tem de Marte.

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O meteorito foi lançado para fora da superfície do planeta vermelho por erupções vulcânicas ou outros impactos, que se espalharam pelo espaço por milhões de anos até chegar aqui. Nele, minúsculas estruturas foram descobertas, usando microscópios poderosos. Os tais bichos pareciam vermes de bilhões de anos.

Se são realmente vermes fossilizados? Ainda não se sabe. O debate sobre a verdadeira origem das estruturas continua até hoje. Cientistas lembraram que processos inorgânicos são capazes de produzir estruturas que se assemelham a organismos vivos.

Mushrooms on Mars? Five unproven claims that alien life exists
Imagem das estruturas encontradas em 1994. Imagem: NASA

Gases misteriosos

Bem antes dos tais vermes do meteorito, a sonda Viking, da Nasa, realizou uma série de experimentos em solo marciano, nos anos 1970. Ela buscava a presença de microrganismos. Pequenas amostras de solo receberam tratamento químico nos experimentos. Um deles adicionou nutrientes contendo carbono-14 radioativo.

O isótopo deveria ser absorvido por micróbios em crescimento e seria cada vez mais expelido, dentro da câmara de reação na sonda. Depois das análises, cada amostra de solo foi aquecida a centenas de graus, para destruir qualquer ser vivo, para ver se as reações cessavam. Mas a experiência acabou mostrando um aumento constante no carbono-14 ao longo do tempo, encerrado quando aquecido acima do ponto de ebulição da água.

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Para explicar o acontecimento, foram propostas várias reações químicas inorgânicas. Os resultados, porém, permanecem inconclusivos e ainda são debatidos hoje. Curiosamente, quantidades baixas de metano foram encontradas na atmosfera de Marte, recentemente. E organismos vivos terrestres liberam o gás. Será que isso pode representar vida alienígena?

Sinal de rádio

Também na década de 1970, mais precisamente no ano de 1977, o radiotelescópio Big Ear detectou um sinal de rádio incomum durante a varredura do céu. Potente e detectado em uma faixa estreita de frequências, o sinal durou alguns minutos. Esses fatores tornam difícil associar o sinal a fontes naturais. Inexplicavelmente, o sinal de rádio jamais foi detectado novamente.

Estrela Tabby

Ao procurar por sinais de um planeta orbitando uma estrela, astrônomos encontraram, em 2015, aquela que chamaram de Tabby’s Star, em homenagem à astrônoma Tabitha Boyajian, autora principal do artigo que anunciou a descoberta. Próxima, a estrela exibia um escurecimento forte e consistente ao longo tempo, justamente um método de caça a planetas.

Mas, dados do Telescópio Espacial Kepler mostraram não apenas um escurecimento regular. Também foram observadas diminuições altamente irregulares na luz e, curiosamente, uma diminuição consistente na emissão de luz ao longo de vários anos. O comportamento levantou teorias, entre elas assinaturas de uma espécie alienígena avançada construindo uma estrutura ao redor da estrela.

Outras observações, porém, não encontraram evidências que corroborem com essa possibilidade. Atualmente, os cientistas que descobriram aquele cantinho do universo acreditam que as quedas de luz são causadas por nuvens de poeira cósmica.

Fungos marcianos

Por fim e não menos importante, os recentes fungos marcianos. Que não eram fungos. Na verdade, as estruturas eram concreções de hematita, pedaços esféricos do mineral encontrado abundantemente na superfície de Marte. A hematita é um composto de ferro e oxigênio que pode ser produzida também por atividade vulcânica.

Via: Phys

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