A terça-feira (1°) foi um dia agitado para a Telefónica. A data marcou a divulgação de duas operações — além de uma possível proposta — do grupo espanhol de telecomunicações que, juntas, serão importantes para abater as dívidas da companhia.

A primeira delas é que a Telefónica informou a conclusão da venda de torres móveis da Telxius (unidade de infraestrutura do grupo espanhol) na Europa para a American Tower. O acordo prevê ainda que a American Tower compre outras torres da Telxius que estão sendo incorporadas na Alemanha. No entanto, essas transações devem ser concluídas somente em agosto.

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O negócio, selado após reguladores de Espanha e Alemanha aprovarem a operação, faz parte do movimento estratégico da Telefónica para reduzir seu endividamento e convergir para um futuro focado em mais serviços e menos infraestrutura.

Fachada da Telefónica
Telefónica busca formas para sair do vermelho. Foto: Andres Garcia Martin/Shutterstock

No Brasil, uma venda de ativos parecida está em curso. Inclusive, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já autorizou a venda de torres da Telxius no país tupiniquim para a American Tower.

Até o momento, a Telxius já recebeu € 6,2 bilhões pela divisão de torres na Europa. Desse montante, € 3,4 bilhões deverão ser usados para abater a dívida total do grupo da Telefónica, que supera os € 35 bilhões. Com a conclusão dos negócios que devem ser finalizados em agosto, mais € 700 milhões estarão disponíveis para reduzir a despesa da tele.

Joint venture

Também na última terça, o grupo espanhol de telecomunicações anunciou o início oficial da joint venture criada na Grã-Betanha, entre sua empresa O2 e a Virgin Media, da Liberty Global. A nova empresa vai aliar a venda de serviços móveis da O2 com a oferta de serviços fixos de telefonia, banda larga e TV por assinatura da Virgin Midia.

A conjunção formada resulta na maior operadora do país, com 47 milhões de clientes — ultrapassando a BT, que possui cerca de 31 milhões de usuários.

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Estima-se que a sociedade seja capaz de gerar sinergias na ordem de € 6,2 bilhões e receitas de € 11 bilhões, ao mesmo tempo em que o negócio permita à Telefónica abater € 5 bilhões de sua dívida.

Vale lembrar que o grupo espanhol também tem se movimentado para criar outras joint ventures envolvendo a criação de redes ópticas de acesso no Brasil e na Alemanha. No país europeu, as operações já foram iniciadas. Já no Brasil, a criação da Fibrasil já foi autorizada pelo Cade e agora tramita na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Fachada da Anatel
Processo para a criação da Fibrasil já chegou ao Conselho Diretor do órgão. Foto: edusma7256/Shutterstock

Mais negócios?

Além das operações anunciadas, o site espanhol El Confidencial noticiou uma possível proposta do fundo sueco EQT, no valor de € 1,8 bilhões, para adquirir a unidade de cabos submarinos da Telefónica. Os cabos fazem parte da Telxius.

A proposta não foi confirmada pelo grupo espanhol de telecomunicações, mas segundo o site, uma decisão deve ser tomada entre junho e julho deste ano.

Fonte: TeleSíntese

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