Uma pesquisa publicada na Biological Reviews apontou que estresse psicossocial crônico pode contribuir para o desenvolvimento do Alzheimer. Segundo a pesquisa, a condição envolve uma via denominada como eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (eixo HPA), o que pode aumentar o risco para o desenvolvimento da doença.

O pesquisador responsável da Curtin University, na Austrália, afirmou que o estresse crônico afeta diversas vias biológicas no corpo humano. “Variações genéticas dentro dessas vias podem influenciar a maneira como o sistema imunológico do cérebro se comporta, levando a uma resposta disfuncional”, disse.

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Desenho representando doenças degenerativas cerebrais
Estresse crônico pode estar ligado ao desenvolvimento do Alzheimer.
Imagem: Lightspring/Shutterstock

De acordo com o pesquisador, essa relação com o estresse pode afetar os processos cerebrais normais, aumentando o risco de neurodegeneração subsequente, tornando o risco de Alzheimer maior.

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Alzheimer: redes sociais, filmes e séries ajudam pacientes a identificar sintomas da doença

Uma das doenças degenerativas mais comuns em idosos do mundo inteiro é o Alzheimer. No entanto, se descoberto cedo, os tratamentos podem ajudar a retardar os sintomas da condição e proporcionar uma vida melhor para o portador. Nos últimos anos, o número de diagnósticos em estágios iniciais cresceu e o motivo disso pode estar nas mídias digitais.

Acontece que o Alzheimer está cada vez mais presente no cinema e na televisão, com personagens convivendo com os sintomas da doença. Essa exibição combinada com a repercussão das obras nas redes sociais está ajudando a população a identificar os primeiros sintomas e procurar um médico. Isso é apontado em uma pesquisa netnográfica feita pela agência SA365 Health+Life.

Na análise, o Facebook mostrou ter uma importância no compartilhamento de informações entre cuidadoras em grupos. Já o Instagram concentrou a maior parte das campanhas de conscientização, com mais postagens viralizando sobre o tema. O YouTube é a plataforma onde as pessoas buscam informações oficiais e o Twitter concentra o maior número de menções a filmes e séries sobre Alzheimer.

Via: Medical Xpress

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