O ex-astronauta canadense Chris Hadfield, que já foi comandante da Estação Espacial Internacional (ISS), defendeu que é hora das agências espaciais dos Estados Unidos (Nasa) e China (CNSA), superarem suas diferenças e colaborarem mais entre si para o avanço da exploração espacial.

A declaração foi dada durante uma entrevista ao jornal chinês South China Morning Post (SCMP), onde Hadfield parabenizou os asiáticos por sua “tremenda capacidade espacial e tecnologia de ponta”, que, segundo ele, foram demonstradas pelo lançamento da nova estação espacial chinesa, Tiangong-3.

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O ex-astronauta se mostrou bastante otimista em relação ao futuro da colaboração internacional para exploração do espaço. Segundo ele, mais cedo ou mais tarde será de interesse das principais nações começarem a trabalhar juntas fora da Terra.

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Porém, ele é realista ao analisar que será necessário bem mais que o seu desejo pessoal para que isso aconteça de fato. Para que Nasa e China colaborem, é necessária, antes de tudo, a revogação da Emenda Wolf, uma lei que proíbe a Nasa de alocar fundos ou recursos em projetos que tenham a China como parte interessada.

Otimismo com precaução

Para Hadfield, as coisas não vão mudar do dia para noite, já que, “a inércia da política, incluindo tecnologia proprietária, continuará sendo uma preocupação”. Mas mesmo assim, ele se mantém otimista, já que é a cultura da colaboração que faz com que a ISS sobreviva.

EUA x China
Hadfield acredita que Estados Unidos e China ainda vão superar tensões e colaborar mais no espaço. Ink Drop/Shutterstock

Além disso, existe o fato de os Estados Unidos e a Rússia, que foram rivais durante cerca de meio século, na época da Guerra Fria, firmaram uma parceria bastante prolífica na exploração do espaço, deixando para trás a corrida pela chegada à Lua lá na década de 1960.

“Mesmo durante a Guerra Fria entre a então União Soviética e os Estados Unidos, eles conseguiram encontrar uma maneira de atracar a Apollo e a Soyuz juntas”, disse Hadfield ao SCMP. “Acho que definitivamente haverá oportunidades de trabalhar com a China”, completou o canadense.

Com informações do Futurism

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