A brasileira Loppi, startup que aposta na junção do marketplace tradicional com elementos das redes sociais, acaba de concluir a captação de US$ 5 milhões em uma rodada de investimento seed. O montante aportado será usado para tirar o projeto do papel e efetivar a plataforma que promete ser o “shopping online“ dos brasileiros.

Fundada em abril de 2021, a startup foi idealizada por três brasileiros que possuem experiência em empresas de tecnologia: Cesario Martins (fundador da ClickBus), Felipe Brasileiro (fundador da Parafuzo) e Ricardo Bechara (ex-diretor geral da Rappi no Brasil).

publicidade

A ideia baseou-se na criação de uma plataforma e-commerce capaz de vender seus produtos por meio de vídeos e lives de influenciadores. O modelo, inclusive, é inspirado em negócios da China (como os das gigantes Banggood e Aliexpress), comuns na região e responsáveis pela movimentação de bilhões de dólares.

“Decidimos trazer os criadores de conteúdo para o centro do e-commerce, dando a eles a oportunidade de trabalhar com grandes marcas e monetizar o conteúdo”, destacou Bechara à Exame.

Ao entrar no aplicativo da startup, a Loppi vai sugerir vídeos e lives de seus produtos — que inicialmente envolvem itens de moda, beleza e decoração — apresentados por influenciadores, ao invés dos tradicionais catálogos de mercadorias.

“A quantidade de informação que um vídeo passa é melhor que uma pesquisa de 30 minutos online”, disse o cofundador.

Ilustração de influencer fazendo vídeo promocional de produto
Modelo de e-commerce baseado em parcerias com influenciadores é muito difundido na China. Foto: BaLL LunLa/Shutterstock

Apesar de a experiência da compra seguir os modelos tradicionais do e-commerce — colocar o item no carrinho, efetuar o pagamento e receber o produto —, o modelo vai estimular a união de marcas e influenciadores, que passarão a produzir conteúdos e, naturalmente, alavancar as vendas.

Finalizado o processo de compra, a Loppi ficará encarregada de processar os pedidos e repassar as comissões para influencers e marcas. As entregas, no entanto, ficarão sob responsabilidade das empresas vendedoras.

Leia mais:

Futuro promissor

E para a concretização do projeto, a Loppi vai utilizar os recursos do aporte de R$ 24,6 milhões, captados em uma rodada de investimentos liderada pela Monashees e que contou com participações de Canary, dos fundos One.vc e GFC, e investidores-anjo como Hans Tung, sócio do fundo americano GGV Capital, e Sebastián Mejía e Simon Borrero, fundadores da Rappi.

Em poucos dias de operação, o negócio já mostrou ser promissor: segundo a startup Loppi, a taxa de conversão de vendas foi aproximadamente cinco vezes maior do que a média do comércio eletrônico brasileiro, que varia entre 1% e 3,5%.

Até o momento, cerca de 5 mil itens estão cadastrados na plataforma. A ideia é que o lançamento oficial aconteça daqui alguns meses, provavelmente em agosto, quando a oferta de produtos for maior.

E o “apetite” dos cofundadores deve acompanhar o futuro promissor da Loppi. Isso porque os executivos já vislumbram expansões na América Latina, já que o aporte captado possibilitará investimentos em tecnologia e produto. Um começo e tanto.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!