Um pesquisador independente do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), chamado James Meador, encontrou evidências de que o estágio de ascensão da Apollo 11 pode ainda estar em órbita da Lua. Durante a missão Apollo 11, em 1969, os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin se tornaram os primeiros humanos a pisar em nosso satélite natural.

Após mais de 21 horas na superfície da Lua, os astronautas decolaram da superfície em uma parte do módulo de pouso Eagle chamada estágio de ascensão. Logo depois, eles se encontraram com Michael Collins no módulo de comando, que ficou em órbita lunar, e tomaram o caminho de volta à Terra. Mas antes disso, o estágio de ascensão foi lançado no espaço, na esperança de que ele voltasse à Lua.

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Não foi como o planejado?

Imagem tirada na primeira viagem do Homem à Lua
Estágio de ascensão pode não ter voltado para a superfície da Lua como o planejado. Crédito: Nasa/Divulgação

Meador relata que o estágio de ascensão pode não ter caído na Lua no fim das contas, e ainda está orbitando o nosso satélite. O pesquisador independente gostaria de encontrar o equipamento e, inicialmente, presumiu que ele estaria na superfície da Lua. Para tentar alcançar seu objetivo, ele utilizou os dados de espaçonaves lançadas pela Nasa como parte do projeto GRAIL.

O objetivo de uma das missões do projeto, enviada em 2012, foi mapear o campo gravitacional da Lua. Isso sugere que ele deveria conseguir rastrear a descida do estágio de ascensão até a Lua usando uma ferramenta criada pela Nasa chamada Ferramenta de Análise de Missão Geral, que pode ser usada para mapear as trajetórias de espaçonaves em torno de corpos celestes.

Várias simulações

Depois de adicionar dados do Grail, Meador executou a simulação várias vezes usando diferentes parâmetros para simular condições que provavelmente existiram desde o momento em que o estágio foi descartado até o presente. Ele também incluiu alguns outros dados, como a gravidade do Sol e de outros planetas e dados que descrevem as forças devidas à radiação solar.

Meador descobriu que todas as suas simulações mostravam o estágio de ascensão mantendo sua órbita estável. O pesquisador, no entanto, reconhece que outros fatores podem ter levado ao desaparecimento da nave. Entre as hipóteses, estão o combustível restante, que poderia ter explodido enquanto a nave se degradava, por exemplo, fazendo sua órbita mudar.

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Ele também observa que se a Nasa tiver o interesse de encontrar o estágio de ascensão da missão Apollo 11, ela tem a tecnologia necessária, não importa se a nave ainda estiver em órbita ou tiver realmente caído na superfície lunar como planejado.

Com informações do Phys

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