Testamos recentemente os novos dispositivos da Samsung, e esse review é sobre o Galaxy Z Flip 3, o smartphone dobrável mais acessível do mercado até agora. Se você quiser saber mais sobre o Galaxy Z Fold 3, o smartwatch Galaxy Watch 4 e os fones Galaxy Buds 2, em breve vamos publicar os reviews que fizemos sobre eles. 

Nesse post, vou passar minha primeira impressão sobre o novo celular, que tem um apelo inegável para quem prefere um aparelho menor, que caiba perfeitamente no bolso, mas que, ao ser aberto, revele uma belíssima tela. 

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Terceira geração, primeira grande mudança

Essa é a terceira geração da linha Galaxy Z Flip, se considerarmos o Flip original e o Z Flip 5G, lançado ano passado, com um processador melhor. Dessa vez, no entanto, a mudança é maior, e realmente dá para ver a evolução dessa linha. 

Galaxy Z Flip 3 embaixo d'água
Foto: Mário Kurth / Olhar Digital

Em primeiro lugar, é preciso elogiar o fato desse smartphone ser a prova d’água com padrão IPX8, ou seja, ele resiste a água, mas não a poeira. Assim, ele é perfeito para se divertir na piscina, mas nada de levar ele para a praia, já que nem água salgada e muito menos areia são indicados perto da sua dobradiça. 

Quando tiramos ele da caixa, ele já vem aberto, então de cara já dá para ficar impressionado com a tela, maior que a do smartphone que uso no dia a dia, embora seja menos larga. Outra coisa bem clara desde a primeira vista é que a tela externa aumentou muito, de 1,1 polegada para 1,9 polegada, mas, na prática, ela é mais um mostrador de widgets que uma tela funcional, ainda que seja possível abrir e até responder notificações. 

Além da telinha externa e da excelente tela interna, outros detalhes também chamam a atenção. Um grande avanço do novo Flip 3 são as caixas de som estéreo. Outra ótima atualização foi a escolha do processador, o Snapdragon 888. Com essa tela, um bom desempenho e o fato de ser um smartphone à prova d’água, fica é muito difícil não gostar do Flip 3, mas ele também decepciona em alguns pontos, como a bateria e as câmeras, especialmente as externas. 

Galaxy Z Flip 3
Foto: Mário Kurth / Olhar Digital

O grande destaque é a tela dobrável interna de 6,7 polegada, que mantém o tamanho e a resolução FullHD+ do Z Flip 5G, mas tem um grande aumento de brilho. A tela externa segue pequena, mas ao olhar para o aparelho em comparação com seu antecessor, vemos que a tela externa aumentou muito, de 1,1 polegada para 1,9 polegada. 

Tudo bem, que, na prática, ela é mais um mostrador de widgets que algo realmente funcional, ainda que seja possível abrir e até responder notificações, ou acessar a câmera sem precisar abrir o smartphone, mas já foi uma bela evolução em relação à tela do Z Flip original, mantida no modelo do ano passado, e que tem um tamanho ínfimo. 

Câmeras seguem as mesmas

Por falar nas câmeras externas, elas são as mesmas do Flip 5G e até mesmo do Flip original, com 12 MP cada, uma wide e outra ultra-wide. Sim, o smartphone grava vídeos em 4K, mas a câmera poderia ser melhor, pois ainda que não comprometa, perde feio para a câmera do Galaxy S21 e iPhone 12, só para citar dois aparelhos que custam mais ou menos a mesma coisa. 

A câmera frontal tem 10 MP e fica em um recorte circular na tela interna, uma opção melhor do que a câmera do Fold 3, que tem menos resolução e fica sob a tela, sem estar perfeitamente escondida. É muito melhor uma câmera em um recorte, mas que funcione bem para chamadas em vídeo, nas quais você vai usar ele com a tela aberta. 

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Para tirar selfies, a melhor opção é usar a câmera externa com o apoio da pequena tela, que pode ser ativada por um botão na parte superior. Também é bem divertido usar a câmera no modo Flex, no qual você tem a opção de deixar as imagens na metade superior e o menu na inferior, e inverter isso com um toque em um botão. Usar a câmera com a imagem na metade debaixo da tela pode ajudar bastante na hora de tirar uma foto em um ângulo inusitado. 

Tela interna é o destaque

Galaxy Z Flip 3 aberto
Foto: Mário Kurth / Olhar Digital

Não tem jeito, a tela interna de dobrável 6,7 polegadas é o grande destaque desse smartphone, que ao ser aberta, é mais alta do que muitos smartphones, ainda que não seja tão alta. O vinco da dobra está lá, e é perfeitamente visível, dependendo do ângulo, mas com a tela acesa, de frente, você simplesmente esquece que ele existe. 

A tela de 120Hz é excelente para assistir a filmes, séries e também para jogar, e como é adaptativa, não detona (completamente) a bateria do Flip3. É claro que isso pode ser ajustado nas configurações do smartphone. Um detalhe importante, a película plástica que protege a tela interna não deve ser retirada em nenhuma hipótese. O lado bom é que ela parece bem mais resistente a arranhões do que a tela do Z Flip 5G, mais uma evolução discreta da nova geração do smartphone.

Com o Flip3, você consegue dividir a tela de forma simples: você abre o primeiro app que quer usar, depois clica na barrinha branca na lateral, na qual dá para escolher um app da lista e arrastar ele para o topo ou para a parte de baixo, com controle de quanto você quer mostrar de cada um. 

Também é possível editar essa lista para incluir novos apps, ou arrastar um app para o centro, que mantém o app em um pop-up para você assistir a um vídeo enquanto está fazendo outra coisa.

Modo Flex

Galaxy Z Flip 3 no Modo Flex
Foto: Mário Kurth / Olhar Digital

Com a tela meio aberta, o Flip 3 entra automaticamente no modo Flex, que em alguns apps, divide a tela entre o vídeo ou conteúdo principal na parte de cima, e os comentários (ou outros links) na parte de baixo, algo que é mais útil, na prática, do que parece pela minha descrição. 

Vários apps contam com o recurso nativamente, e a Samsung também oferece a possibilidade de forçar outros apps a usarem ele, com resultados que variam, mas quando funcionam, são bem interessantes.

Tela externa agora é bem mais útil

Galaxy Z Flip 3 e sua a tela externa
Foto: Mário Kurth / Olhar Digital

A tela externa pode ser ativada com um clique duplo, e a partir daí, você tem os controles feitos a partir de gestos nela. Deslizando debaixo para cima, você abre o controle de volume e os controles de áudio, para colocar o smartphone no modo vibração ou no mudo. Deslizando da esquerda para a direita, você abre as notificações, e pode inclusive ler emails. 

Ao deslizar da direita para a esquerda, você abre os widgets de música, clima, agenda, alarme, notificações do Samsung Health, os controles dos Galaxy Buds e um temporizador. Todas essas opções podem ser habilitadas ou desabilitadas nas configurações do celular, com a tela aberta. 

Deslizando de baixo para cima, você abre o Samsung Pay, que nos meus testes, não consegui validar, talvez por um bug entre o app da Samsung e o do meu banco, mas apesar do Google Pay estar funcionando, não é possível trocar de serviço aqui, o que é uma pena.

Quer abrir a câmera externa usando a telinha, sem precisar abrir o Z Flip 3? Bem simples, basta um clique duplo no botão home. Aí é só deslizar o dedo para cima e para baixo na tela externa para trocar a câmera wide pela ultra-wide, assim cabem mais pessoas na sua selfie. Ao deslizar o dedo para os lados da pequena tela, a câmera troca o modo de foto para vídeo. Nos dois modos, um toque aciona um rápido timer para dar tempo de abrir o sorriso antes de tirar a foto.

Bateria, um dos pontos fracos do Z Flip 3

Assim como as câmeras, a bateria permanece a mesma do modelo anterior, e é um dos pontos fracos desse smartphone. Mesmo assim, ela dura um dia inteiro longe da tomada sem maiores problemas, se você não for um usuário como eu. Se esse for o caso, é possível que você precise encontrar um carregador no começo da noite, dependendo do que fez com ele durante o dia. Vale citar que o Flip 3 não vem com um carregador na caixa, e sua velocidade de carregamento é de apenas 15W. 

Snapdragon 888 com alguns ajustes para aumentar a autonomia

A Samsung mexeu um pouco no Galaxy Snapdragon 888 do Flip 3, possivelmente para que ele não puxe muita energia da pequena bateria do aparelho, mas como estamos falando de um smartphone dobrável, o desempenho não chega a decepcionar, e as escolhas da empresa me parecem justificadas. 

De qualquer forma, no Antutu, ele tem resultados bem abaixo de outros smartphones equipados com o processador flagship da Qualcomm, então se você busca simplesmente desempenho, melhor pensar em outro produto, o Z Flip 3 faz sentido para quem busca algo bem compacto, mas com uma tela de bom tamanho. 

Redução de preço

Além de custar US$ 200 mais barato que seu antecessor, o Galaxy Z Flip 3 custa quase a metade do seu irmão maior, Galaxy Fold 3, que também estamos testando, e não só por isso, mas pelo próprio formato e posicionamento como um objeto da moda, ele tem tudo para o ser mais popular dos dois novos dobráveis. 

Alguns detalhes simples de usabilidade simplesmente funcionam, como a inversão dos botões de volume quando o aparelho está fechado, que fazem todo o sentido. 

Resistência impressiona

O Galaxy Z Flip 3 custa quase a metade do seu irmão maior, Galaxy Fold 3, que ainda vamos testar, e não só por isso, mas pelo próprio formato e posicionamento como um objeto da moda, ele tem tudo para o ser mais popular dos dois novos dobráveis. 

Alguns detalhes simples de usabilidade simplesmente funcionam, como a inversão dos botões de volume quando o aparelho está fechado, que fazem todo o sentido. 

Conclusão

O que eu achei do Flip 3? O coração diz uma coisa, e a mente diz outra, pois o apelo do Flip 3 é muito mais emocional do que racional. Estamos falando de um smartphone com um processador de primeira linha, o Snapdragon 888, mas configurado para não exaurir de uma vez a bateria, que a mesma dos dois modelos Z Flip anteriores.

É difícil recomendar o Flip 3 pelas suas especificações, mas a experiência de uso com o aparelho é bem interessante, e ele vai deixar saudades aqui na redação. Eu já estava acostumado a deixar ele no modo Flex em cima da mesa, sempre com a tela ligada. 

O Flip 3 chama a atenção de todos e merece nossos aplausos por ser um smartphone com tela dobrável que custa menos que seus rivais, mas oferece uma experiência sem muitos compromissos, com tela, processadores e recursos de flagships, justificando melhor a compra do aparelho. 

A empresa acredita tanto nos seus novos dobráveis, que espera que eles sejam referência no mercado, e não deixem ninguém com saudades da linha Galaxy Note (o Fold 3 é um bom substituto, com suporte a caneta stylus, mas o Z Flip 3, não tem essa possibilidade).

Prós

  • A prova d’água 
  • Processador potente
  • Tela interna com ótimo tamanho e brilho

Contras

  • Duração da bateria
  • Mesmas câmeras da primeira versão
  • Abrir e fechar só com as duas mãos 

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