Segundo a Nasa, a Estação Espacial Internacional (ISS) continua sob forte risco de ser atingida por lixo espacial. Depois do toque de recolher dado aos tripulantes na última segunda-feira (15), por causa de detritos gerados por um teste antissatélite conduzido pela Rússia, o laboratório orbital ainda não está totalmente fora de perigo.

Na quarta-feira (17), a agência espacial informou que o maior grau de ameaça aos astronautas que residem e trabalham no posto orbital foi realmente nas primeiras 24 horas após a detecção dos detritos, mas ordenou que as escotilhas que dividem os compartimentos da ISS permanecessem fechadas até que o Controle da Missão autorizasse a reabertura – o que se deu horas depois.

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Uma atividade extraveicular programada para o próximo dia 30 pode ser suspensa, segundo o site Phys. Além dessa caminhada espacial, que servirá para substituir uma antena em mau funcionamento, a Nasa também está revisando outras operações da estação para avaliar os riscos antes de prosseguir. 

Lixo espacial gerado por explosão provocada por míssil russo viaja a 28 mil km/h

No início da semana, a Rússia lançou um míssil antissatélite ao espaço que, segundo a Nasa, criou uma nuvem de, pelo menos, 1,5 mil fragmentos viajando a 28 mil km/h.

Esses detritos cruzaram o caminho da ISS várias vezes, enquanto os astronautas a bordo eram alertados para ficarem em segurança em meio a temores de que o laboratório orbital fosse atingido.

Estação Espacial Internacional (ISS) continua sob risco de ser atingida por lixo espacial (imagem meramente ilustrativa). Imagem: Johan Swanepoel/Shutterstock

É importante ressaltar que, neste ano, naves espaciais da Rússia já haviam deixado o laboratório orbital fora de controle não apenas uma, mas duas vezes. Com o teste “imprudente” (nas palavras do porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price) do míssil antissatélite, que acabou gerando toda essa situação de perigo para a ISS, devemos esperar grandes consequências para a já tensa relação entre os adversários geopolíticos?

Aparentemente, não. De acordo com um tweet de Dmitry Rogozin, chefe administrativo da Roscosmos, agência espacial russa, ele já conversou com Bill Nelson, administrador da Nasa, por telefone. “Tive uma conversa detalhada com o chefe da administração da Nasa, o senador Nelson. As partes declararam [que está] tudo bem. Resumindo, estamos avançando, garantindo a segurança das nossas tripulações na ISS, fazendo planos conjuntos”.

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