O ministro da saúde Marcelo Queiroga comentou nesta segunda-feira (29) sobre a variante Ômicron da Covid-19 durante uma coletiva onde anunciou um acordo para compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer para 2022. De acordo com o chefe da pasta, a nova cepa da Covid-19 pode não se comportar de forma muito diferente em relação às vacinas. 

“Não achamos que [a Ômicron]  vai ser diferente das outras variantes. E a principal resposta é a vacinação. Então esse contrato assinado hoje com a farmacêutica Pfizer é a prova cabal da programação do Ministério da Saúde para enfrentar não só a variante Ômicron, mas como as outras que já criaram tantos problemas pra nós”, disse Queiroga.

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Em Salvador, na Bahia, o ministro assinou um acordo com a Pfizer para 100 milhões de doses da vacina. As entregas dessa nova remessa devem começar em 2022.

“O acordo prevê ainda a opção de aumentar o número de doses previstas para imunizar o país em mais de 50 milhões de vacinas adicionais, elevando o número total de vacinas em doses potenciais para 150 milhões de doses, em 2022, o que inclui a possibilidade de fornecimento de versões modificadas dos imunizantes, contra novas variantes”, explicou a presidente da Pfizer Brasil, Marta Díez.

Sobre o combate à nova variante, Queiroga disse que a pasta monitora e que ela vai ser tratada da mesma forma que as outras. “O cuidado da Vigilância em Saúde é o mesmo que está sendo adotado desde o começo da pandemia. Lembra da variante delta, em maio? Nós levamos vacinas para São Luís. Agora, nessa variante Ômicron foram detectadas mutações, mas a ciência não nos deu todas as respostas”, disse.

“É uma variante de preocupação, mas não é uma variante de desespero. Por quê? Porque nós temos um sistema de saúde capaz de dar as respostas no caso de uma variante dessa ter uma letalidade um pouco maior. Ninguém sabe ainda. O mundo ainda não sabe”, completou.

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Variante Ômicron no Brasil

No Brasil, apesar de os registros da variante ainda não existirem, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que “infelizmente” o país também enfrentará a nova cepa.

“Resta saber se será contida”, acrescentou o médico à Folha de São Paulo. De acordo com o jornal, Covas está, inclusive, considerando fazer doações de CoronaVac aos países africanos, a fim de ajudar a proteger a população e, consequentemente, o mundo, já que a escassez de vacinas em outros países afeta diretamente a todos. Especialistas já alertaram que a única maneira de conter o avanço e proliferação das variantes é avançar com a vacinação na região.

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“O Brasil e os demais países dependem de medidas locais e regionais”, explicou Covas, que também ressaltou a necessidade do controle de entrada e quarentena dos que viajam da África para o Brasil.Na última sexta-feira (26), o governo de Jair Bolsonaro anunciou o fechamento das fronteiras aéreas com seis países da África diante da nova variante da Covid-19. De acordo com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, a restrição afeta, a partir desta segunda-feira (29), os passageiros oriundos da África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia, Zimbábue e Eswatini (ex-Suazilândia).

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