Mesmo após o anúncio de mais um adiamento, o lançamento do telescópio espacial James Webb está muito próximo e, por isso, a NASA e a ESA moveram o artefato para o topo do foguete Ariane 5, prendendo-o ao veículo. Isso, alguns dias depois de moverem o telescópio para a estrutura de montagem.

Agora, falta apenas embalar o “presente” e posicioná-lo dentro da abertura na carenagem do foguete da Arianespace. Essa parte foi especificamente customizada para assegurar a proteção do telescópio – que estará em sua posição “fechada” – durante o primeiro estágio do voo.

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O telescópio espacial James Webb, a caminho de ser empilhado no foguete Ariane 5
O telescópio espacial James Webb, a caminho de ser empilhado no foguete Ariane 5 (Imagem: ESA-M.Pedoussaut/Divulgação)

No último sábado (11), o James Webb foi içado por maquinário industrial a uma altura de quase 40 metros (m), se alinhando ao Ariane 5. Desta posição, engenheiros o prenderam a um veículo adaptado – e este, por sua vez, ao topo do foguete. A operação foi cuidadosamente supervisionada por vários técnicos, sendo uma das partes mais delicadas de todo o projeto.

Durante esse processo, uma espécie de divisória foi posicionada para os técnicos que promoviam os ajustes mais finos ao telescópio, ao passo em que uma outra equipe cuidava de limpar a parte interna da carenagem do foguete, mantendo-a livre de partículas.

Segundo suas especificações técnicas, o telescópio espacial James Webb será o maior de seu tipo que lançaremos ao espaço. A bordo de um foguete Ariane 5, o aparato tecnológico não voará antes do dia 24 de dezembro, quando o veículo o levará para fora da Terra e, eventualmente, seus estágios vão se separar, permitindo que o telescópio se dirija a uma distância de 1,5 milhão de quilômetros (km) da Terra, na região conhecida como “Segundo Ponto de Lagrange”.

Cerca de 28 minutos após a decolagem, Webb se desconectará de seu veículo de lançamento e começará “a mais complexa sequência de implantações já tentada em uma única missão espacial”, de acordo com a Nasa. De acordo com a agência, o telescópio tem 344 pontos essenciais de falha que deverão ser observados na maior parte do tempo.

“Quando identificamos uma falha de ponto único, damos a ele um tratamento muito especial. Temos o que chamamos de plano de controle de item crítico e sempre adicionamos pontos de inspeção extras. E também fizemos testes off-line extras nesses dispositivos”, garantiu Mike Menzel, engenheiro líder de sistemas da missão Webb, do Goddard Space Flight Center da Nasa em Maryland.

Agora que o telescópio se encontra devidamente anexado ao foguete, só falta…decolar, mas a NASA ainda não confirmou a data e hora exatas em que isso deve acontecer.

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