Uma nova variante da gripe aviária teve casos registrados em pelo menos 15 países da Europa e da Ásia entre outubro e o fim de dezembro de 2021. A cepa H5N1 preocupa as autoridades devido ao seu alto número de mutações e as maiores chances de contaminar humanos.

O alerta foi feito pela Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE) que monitora a gripe aviária devido a surtos anteriores que causaram o abatimento de milhares de aves além de restrições de venda e consumo, criando crises no setor.

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Em entrevista à agência Reuters na última quarta-feira (5), a diretora-geral da OIE, Monique Eloit disse que o órgão está com dificuldades em acompanhar o rápido crescimento das variantes. “Desta vez a situação é mais difícil e mais arriscada, já que vemos novas variantes emergindo, o que fica mais difícil de acompanhar”.

Nova cepa da gripe aviária

Além disso, Eloit alerta para o risco de transmissão aumentado entre humanos justamente pelo grande número de mutações que a nova cepa da gripe aviária possui. “Eventualmente, o risco é de mutação ou de combinação com um vírus da gripe humana que possa ser transmitido entre humanos, e de repente isso toma uma nova dimensão”, completou.

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A H5N1, uma das poucas cepas da gripe aviária que passa para humanos, foi registrada em quinze países e a Itália foi o local mais afetado, com mais de 4 milhões de aves abatidas e 285 surtos do vírus. 

Apesar do risco, Eloit alerta que se as medidas de controle forem tomadas os risco para humanos são baixos. “Se há um, dois ou três humanos infectados, é preocupante, mas não é necessário um alarmismo muito rápido com os riscos da extensão. Vai depender de quantas pessoas foram infectadas”, finalizou. 

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