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O exército suíço baniu aplicativos estrangeiros de mensagens instantâneas, como WhatsApp, Signal e Telegram. Agora, a principal força de defesa da Suíça só permite que seus membros usem o aplicativo de mensagens Threema, desenvolvido no país europeu.
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Threema é um mensageiro instantâneo projetado para gerar o mínimo possível de dados do usuário. Toda a comunicação é criptografada de ponta a ponta e o aplicativo é de código aberto. Nas lojas do Google e da Apple, o app é descrito pela desenvolvedora como capaz de manter os dados pessoais longe de hackers, empresas e governos.
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O aplicativo mensageiro não exige que os usuários forneçam um número de telefone ou endereço de e-mail no momento do registro. Logo, é impossível vincular a identidade de um usuário por meio dessas informações. A segurança dos dados é uma das razões para a mudança de política do exército suíço.
Além de estar sediada na Suíça, a empresa não está sujeita à legislação de outro país, como nos Estados Unidos, onde a chamada Cloud Act obriga as empresas de tecnologia sediadas na América a disponibilizar dados mediante solicitação legal. A Threema opera de acordo com os regulamentos de dados da União Europeia, disse o porta-voz do exército suíço.
O exército suíço vai cobrir a assinatura anual de seu pessoal
Para usar o mensageiro suíço, basta realizar o pagamento de uma única assinatura. A empresa afirma que esse pagamento cobre o desenvolvimento dos aplicativos Threema e a manutenção da infraestrutura do servidor. As taxas anuais cobradas aos usuários do mensageiro serão pagas pela força de defesa Suíça, que enviou um e-mail no final de dezembro instruindo todos os comandantes e chefes de estado-maior a usarem o aplicativo de mensagens Threema para comunicação com smartphones privados.
Conforme traz o jornal diário nacional suíço em alemão Tages-Anzeiger, a informação é de que todos os outros serviços já não são permitidos. “No futuro, o Exército proibirá seus parentes de trocarem informações por meio de WhatsApp, Signal ou Telegram e de divulgar instruções oficiais por meio desses canais”.
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Imagem: tongpatong/iStock