Motorista de carro Tesla usando Autopilot é acusado de dois homicídios após acidente fatal

O motorista de um carro da Tesla usando o recurso de assistência Autopilot foi acusado de dois homicídios após um acidente fatal
Logo da Tesla em carro da empresa

Promotores da Califórnia apresentaram duas acusações criminais de homicídio culposo contra o motorista de um Tesla Model S envolvido em um acidente fatal ocorrido em dezembro de 2019. O veículo estava com o Autopilot ativado no momento do acidente, segundo a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA) dos Estados Unidos.

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De acordo com as autoridades, o Model S estava em alta velocidade quando ultrapassou o sinal vermelho em um cruzamento no subúrbio de Gardena, Los Angeles, e atingiu um Honda Civic. Duas pessoas que estavam no veículo atingido morreram no local. O motorista do Tesla, Kevin George Aziz Riad, de 27 anos, e uma passageira foram hospitalizados.

As famílias das vítimas no Civic alegaram negligência por parte de Riad e acusaram a Tesla de vender veículos defeituosos, que podem acelerar repentinamente e que não possuem um sistema automático de frenagem de emergência eficaz. Riad, que trabalha como motorista de serviço de limusine, se declarou inocente e está atualmente em liberdade sob fiança. Um julgamento conjunto está agendado para meados de 2023.

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Os promotores apresentaram as acusações em outubro do ano passado, que só vieram à tona agora. Os documentos de acusação criminal não mencionam o Autopilot. Mas a NHTSA, que enviou investigadores para o local do acidente, confirmou na semana passada que o recurso estava em uso no Model S no momento. Esta é a primeira vez que um proprietário de carro da Tesla é acusado criminalmente nos EUA em um caso envolvendo a assistência avançada ao motorista desenvolvida pela montadora.

O Autopilot é considerado um sistema “parcialmente automatizado” de Nível 2 pelos padrões da Sociedade de Engenheiros Automotivos (SAE), exigindo que os motoristas mantenham as mãos no volante e os olhos na estrada. Nesse sentido, a Tesla vem afirmando que o Autopilot e seu sistema mais sofisticado – Full Self-Driving (FSD) – não podem dirigir sozinhos e que os motoristas devem prestar atenção e estar prontos para reagir a qualquer momento.

Por outro lado, de acordo com a agência de notícias Associated Press, a NHTSA enviou nos últimos anos equipes de investigação para 26 acidentes envolvendo o Autopilot, em que houve pelo menos 11 mortes. A NHTSA e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) estão revisando o uso indevido generalizado do recurso de assistência por motoristas, cujo excesso de confiança e desatenção foram responsabilizados por vários acidentes, incluindo os fatais.

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Ronnie Mancuzo
Ronnie Mancuzo

Ronnie Mancuzo é analista de sistemas com especialização em cybercrime e cybersecurity | prevenção e investigação de crimes digitais. Faz parte do Olhar Digital desde 2020.

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