Após a conclusão da análise ambiental feita pela Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA na nova base de lançamento da SpaceX, a Starbase, os preparativos para o primeiro teste de voo orbital da Starship se intensificaram. A expectativa é de que o complexo veicular de 120 metros de altura finalmente decole no dia 1º de setembro, com datas de backup reservadas até março de 2023.

Para que isso seja possível, no entanto, primeiro é necessário aguardar a concessão da licença de lançamento, documento que também deve ser expedido pela FAA, sem data prevista para liberação.

Uma renderização do satélite Superbird-9 construído pela Airbus, que deve ser lançado em um foguete Starship até 2024. Imagem: Airbus/ Sky Perfect JSAT

Paralelamente a toda essa burocracia, a SpaceX festeja o primeiro contrato de transporte de satélites pela gigantesca espaçonave, firmado na última quinta-feira (18) com a operadora de telecomunicações Sky Perfect JSAT, do Japão.

Em nota oficial, a empresa anunciou que selecionou a Starship para lançar seu satélite Superbird-9 para uma órbita de transferência geoestacionária (GTO) já em 2024.

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“Superbird-9 é um HTS [sigla em inglês para satélite de alta capacidade] totalmente flexível, que fornecerá internet banda larga na banda Ku principalmente sobre o Japão e leste da Ásia”, diz o comunicado. 

De acordo com o site Teslarati, em março deste ano, um executivo da AST SpaceMobile, startup com foco em internet amigável a dispositivos móveis, disse ao site SpaceNews que havia garantido dois contratos de lançamento da SpaceX para seus primeiros satélites BlueBird operacionais. Um deles será lançado por um foguete Falcon 9. O outro, segundo a empresa, pode embarcar ou em um Falcon 9 ou na Starship. 

A SpaceX tem planos de usar a Starship para lançar os satélites de segunda geração da Starlink, além de um contrato com a NASA que deve culminar em pelo menos dois pousos do superfoguete na Lua, pelo programa Artemis.

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De acordo com um guia oficial do usuário de carga, lançado em 2020, a SpaceX prevê que a Starship será capaz de lançar até 21 toneladas para a órbita de transferência geoestacionária (GTO) da Terra sem precisar reabastecer. 

O design do foguete mudou consideravelmente desde então, elevando seu desempenho máximo para órbita baixa da Terra (LEO) de cerca de 100 toneladas para 150 toneladas. Logo, teoricamente, sua capacidade de carga para a GTO também deve ter aumentado.

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